Menu
Brasília

Dia de luta contra a hanseníase

Arquivo Geral

29/01/2013 16h50

O Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase – 27 de janeiro – será lembrado nesta quarta-feira (30), no Consultório na Rua, localizado na 903 Sul, onde serão realizados atendimentos dermatológicos para busca ativa de casos novos em moradores em situação de rua. A ação, promovida pelo Núcleo de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Saúde do DF, tem o objetivo de avançar no processo de eliminação da doença como problema de saúde pública. 

“Indivíduos com maior vulnerabilidade social apresentam elevado risco de adoecimento. Em virtude disso, realizaremos, juntamente com a Gerência de Atenção à Saúde da População em Situação Vulnerável, uma busca ativa de casos de hanseníase nesta população, considerada o grupo de maior exposição da doença”, destaca a dermatologista da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), Dra. Diva Previtera.

 

Os dados epidemiológicos do DF revelam que, nos últimos cinco anos, houve uma queda na notificação de casos novos, de 37,75%, em média, para 7,55% ao ano. Em 2012, foram diagnosticados 168 casos novos no DF, sendo que cinco deles em pessoas com menos de 15 anos de idade, o que representa um circuito de transmissão ativa da doença. Por isso, a Secretaria de Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, intensificará os trabalhos com foco nesse grupo.

 

Na semana de 18 a 22 de março, será realizada a Campanha Nacional de Eliminação da Hanseníase Geohelmintíase, voltada para a detecção precoce da doença em pessoas com menos de 15 anos. A campanha será levada a escolas públicas de Ceilândia (local de maior incidência no DF), e mobilizará a participação de uma equipe multiprofissional para desenvolver atividades lúdicas, pedagógicas e de sensibilização, além da distribuição de material de divulgação e realização de exame dermatológico.

 

As incapacidades físicas observadas na hanseníase acarretam problemas psicológicos, limitação da vida social e da capacidade de trabalho, além do preconceito contra seus portadores. Essas repercussões tornam-se mais graves quando o indivíduo é acometido ainda na infância.

 

A doença


A Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa crônica, que ataca os nervos e a pele, podendo ainda afetar outros órgãos, como o fígado, os testículos e os olhos. É uma doença que tem tratamento e cura. No entanto, com o diagnóstico tardio e sem o tratamento adequado, ela pode evoluir para graves deformações em áreas do corpo. Uma pessoa que apresente a forma infectante da doença, e que esteja sem tratamento, poderá transmiti-las a outras pessoas suscetíveis com quem tenha contato direto e prolongado.

 

Assim que o tratamento é iniciado, a doença deixa de ser transmitida. O período de tratamento varia de seis meses a um ano, e o paciente pode ficar completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Assim, buscar o auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução do quadro e a contaminação de outras pessoas. “Quanto mais precoce for o diagnóstico da hanseníase, menor será a ocorrência de incapacidades do portador, além de interromper imediatamente a cadeia de transmissão da doença”, conclui a Dra. Diva.

 

Alguns dos sintomas da hanseníase são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas pelo corpo; diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; caroços e inchaços pelo corpo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado