Menu
Brasília

Dia de Finados é oportunidade de faturar

Arquivo Geral

03/11/2014 8h00

Ao contrário do que normalmente acontece, o Dia de Finados deste ano teve sol forte. Mas a temperatura alta  não desanimou as milhares de pessoas que  passaram pelos cemitérios. Como de costume, elas aproveitaram para deixar flores, acender velas e fazer orações.

Apesar da falta de vagas, o trânsito fluiu  nas imediações de dois dos principais cemitérios do DF. Também não houve registro  de falta de água.

Do lado de fora,   ambulantes aproveitaram para lucrar. Nas tendas montadas na área externa do Campo da Esperança, na Asa Sul, era possível encontrar flores artificiais a R$ 5, vasos grandes por R$ 15 e  pequenos por R$ 10. Uma vela saía a R$ 3 e duas por R$ 5. 

“Estamos vendendo bem. Está melhor do que no ano passado”, disse   a florista Maria Sônia Pereira, 35 anos.

Do lado de dentro, apenas a floricultura Fina Flor e uma lanchonete tinham licença para funcionar. Ali, a venda já não estava tão boa. “Tem muita gente entrando, mas poucos comprando”, afirmou Demian Machado, dono da floricultura. Ele chegou a fazer uma promoção relâmpago. “Estou com muitos vasos grandes sobrando. Por isso abaixei o preço de R$ 15 para R$ 10. Os vasos pequenos, de R$ 8, estão saindo melhor”, conta.  

Visitas

Como nos anos anteriores, os túmulos da menina Ana Lídia e do ex-presidente Juscelino Kubitschek estavam entre os mais visitados. A dona de casa Maria José Paula, 61, visita o túmulo da garota – torturada, violentada e morta aos sete anos – há mais de 20 anos. 

“Pouco depois do crime, em 1973, eu comecei a visitá-la. Sempre que venho acendo uma vela e faço uma oração”, afirma. Para Maria José, Ana Lídia é uma verdadeira santa. “Minha sobrinha pediu uma casa e alcançou a graça”, completa.

Sujeira em Taguatinga

Apesar de menor, o Cemitério de Taguatinga esteve bem mais movimentado do que o da Asa Sul. O lado de fora parecia uma verdadeira feira livre. Além da venda de flores, velas e coroas, várias opções de comida eram oferecidas.

A parte interna estava repleta de homenagens. Túmulos enfeitados e até cartazes com fotos e mensagens saudosas podiam ser vistos por toda parte. A sujeira também estava grande. Santinhos, caixas e  restos de velas   estavam espalhados por todos os lados. 

Entre os túmulos, um, em especial, chamava a atenção. Rodeado por um cercadinho, com flores coloridas e brinquedos distribuídos sobre a grama,   estava o túmulo do menino Rayson, morto aos três anos por problemas no coração. Pai, mãe e a irmã do garoto  prestavam homenagens. “Já fazemos isso há oito anos”, conta o empresário Ercílio José de Oliveira, 55 anos.

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado