Felicidade triplicada. A professora Michelle Monteiro, 37 anos, queria muito ter um filho. Mas para isso, enfrentou diversas dificuldades pelo caminho. Mesmo depois da morte do marido, em um acidente de paraquedas em 2009, ela decidiu fazer inseminação artificial para realizar seu sonho. “Não queria me relacionar com alguém só para ter filhos, por isso tomei a decisão de ter sozinha. Até tentei adotar, mas estava muito complicado, principalmente por eu ser viúva”, conta. Assim que fez a ultrassonografia, a surpresa: descobriu que eram três bebês. “A notícia foi três vezes melhor”, brinca.
Hoje, os trigêmeos Catarina, Dominique e Nicolas têm um ano e dez meses. São, segundo a mãe coruja, carinhosos, espertos, exemplos na escolinha. “Enchem-me de orgulho”, ressalta. Contudo, além da morte do marido, Michelle enfrentou outras dificuldades. No mesmo dia em que descobriu estar grávida, perdeu o emprego. Na mesma época, o pai foi internado. “Foi tudo muito corrido, sabe? Até hoje não descansei”, confessa.

O processo de inseminação foi tranquilo para a professora. Como encara o procedimento de maneira natural, afirma que a fertilização intra-uterina (estimular a ovulação da mulher através de um tratamento hormonal), diferente da in vitro (induz uma produção múltipla de óvulos da mulher com altas doses de hormônios), é normal. “Muitas pessoas me questionam sobre o método, mas acho tudo muito simples. Não tem muito mistério”, diz. Ela utilizou o sêmen de um doador anônimo.
Antes de o marido Paulo Roberto morrer, o casal já havia planejado ter filhos. Por isso, ela não desistiu do sonho. Os trigêmeos nasceram em 12 de julho de 2011. O parto foi cesariana. “Escolhi a véspera do meu aniversário. Meu médico até perguntou, na época, se queria que eles nascessem dia 13. Mas, achei muito injusto eles dividirem a data, além de entre eles, comigo”, salienta.
Rotina da família
Michelle e os pequenos moram em Taguatinga. A rotina dos quatro é bem agitada. Mãe solteira, a professora conta que eles exigem bastante atenção. “Eles acordam bem cedo, por volta de umas 6h30. Aí, brincam a manhã toda”, conta. De tarde, as crianças vão para uma escolinha.
Enquanto isso, Michelle resolve as coisas do dia a dia. Para cuidar dos bebês, ela conta com a ajuda de uma babá. Contudo, salienta: “É só uma ajuda mesmo, porque eles ficam comigo o tempo todo, faço tudo para eles”.
À noite, por volta das 19h30, é hora de jantar. Depois de um banho relaxante, colocam os pijaminhas. “Até as 21h já estão dormindo”, relata. Porém, aos fins de semana, todos saem um pouco da rotina, e dormem mais tarde.