Ontem, viagra approved elas tiveram metrô de graça, salão de beleza, orientações sobre a saúde, oficinas de artesanato e brinquedos gratuitos para divertir as crianças. A festa do Dia Internacional de Mulher, promovida pelo GDF, levou diversas atrações para a Esplanada dos Ministérios e reuniu um público de quatro mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar. Essa foi a segunda edição do Parque da Mulher, evento idealizado pela primeira-dama da capital, Flávia Arruda.
E foi ela quem anunciou a atração mais esperada do dia. O cantor Fábio Júnior subiu ao palco às 19h10 e levou os fãs à loucura. Vestido de terno preto e com os cabelos levemente despenteados, ele esbanjou charme e elegância e distribuiu sorrisos e gestos carinhosos para o público. Acompanhado de 12 músicos, Fábio Júnior prestou homenagem as mulheres.
“O dia de vocês tinha que ser todos os dias. Sem vocês, nós, homens, não somos nada”, disse ele, para o delírio da platéia feminina. No repertório, o cantor trouxe baladas românticas e sucessos clássicos, como as músicas Alma Gêmea e Só Você. Ele agradeceu o público como o costumeiro “Obrigadú” e completou: “Vocês são demais.”
A primeira-dama Flávia Arruda destacou a importância da força feminina na sociedade e ressaltou os principais avanços dos últimos anos. “Já alcançamos muitas vitórias no mercado de trabalho e na Justiça, como a Lei Maria da Penha. Foram avanços lentos, porém gradativos.”
Flávia destacou ainda que o evento foi preparado com carinho especial para proporcionar as mulheres um dia de lazer, beleza e saúde. O governador José Roberto Arruda também pretigiou a festa ao lado da esposa. “É um momento não só de comemoração, mas de conscientização em relação ao respeito as mulheres”, destacou.
Ele disse ainda que as relações com o público feminino estão mudando, mas que ainda são necessários muitos avanços, principalmente quanto à discriminação que elas enfrentam em ambientes de trabalho. OParque da Mulher foi promovido com apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
O presidente do Conselho Regional do Sesc-DF, senador Adelmir Santana, também foi conferir a festa de perto e deixou um recado. “Nos últimos 50 anos, as mulheres tiveram conquistas de relevância, mas muito ainda precisa ser feito para combater
a violência doméstica contra a mulher”, disse.
A apresentadora de TV Mônica Nóbrega foi a mestre de cerimônias do evento e aproveitou para mandar uma mensagem: “Um tapinha dói sim e precisa ser denunciado”, disse a apresentadora da TV.
Dia de festa e protesto
“Ele deu tchau para mim e fez um gesto de coração com as mãos”, gritava, emocionada, uma fã de Fábio Júnior. O cantor fez jus a fama de galã e encantou o público feminino que invadiu a Esplanada dos Ministérios. A aposentada Geralda Brito, 65 anos, saiu do Paranoá e foi sozinha conferir o show e comemorar seu dia.
“Meu marido não quis me acompanhar e eu não podia perder”, disse. Ela estava orgulhosa porque conseguiu comprar por R$ 3 um autógrafo com a foto do ídolo. “Gosto muito de todas as músicas. Acho ele simpático e bonito”, comentou a fã, que usava uma faixa de cabelocomo nome do cantor. Geralda tomou um lanche oferecido pelo GDF e comeu um churrasquinho para esperar a entrada do cantor. “Só torço para que ele não atrase para não voltar tarde para a casa”, cobrou a fã.
E Fábio Júnior não decepcionou o público. O atraso foi de poucos e ansiosos dez minutos. Muito antes disso, a multidão já se aglomerava na fila do gargarejo, disputando a menor distância para ver o cantor de pertinho. Munidas de câmeras digitais e celulares com foto, as fãs registraram todos os momentos do show.
Antes de Fábio Júnior, os sambistas da banda Coisa Nossa fizeram a alegria da platéia. A cantora brasiliense Indiana Noma também subiu ao palco e deu um parabéns especial ao público feminino. “Que as mulheres tenham sabedoria para conquistar tudo o que queremos”, desejou. Ela pediu um grito de protesto contra as agressões sofridas por milhares de brasileiras. “Chega de violência contra a mulher”, bradou, puxando o coro da plateia feminina.
Vestidos de macacões douradas, que lembravam as vestes usadas por astronautas, um grupo de artistas poloneses fez perfomances e intervenções urbanas no gramado central durante o evento. As roupas estranhas e os rostos europeus chamaram a atenção das pessoas, que se aproximavam para matar a curiosidade. “Vocês falam português?”, perguntou uma adolescente. “Sim”, respondeu a artista Magda Materna, única do grupo que domina a língua.
Ela explicou que o projeto tem a tradução para o português de Coisa Comum e é desenvolvido pela Fundação Open Art Projects – organização não-governamental polonesa que promove a cultura polonesa no Brasil e a brasileira na Polônia. “A ideia é fazermos com que o público se comunique de diversas formas e mostre expressividade”, explicou. Os artistas desembarcaram em Brasília na quarta-feira para uma série de apresentações pela cidade, entre elas uma exposição no Museu Nacional da República.