Brasília

DF tem mais leitos hoje que no primeiro pico da Covid-19

Mesmo sem o Mané Garrincha, que não tinha UTI, número de leitos é maior. Hospital de Campanha de Ceilândia atende somente Covid-19

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Atualmente, o Distrito Federal apresenta mais leitos do que em agosto d2 2020. Na época, a capital candanga contava com 959 leitos hospitalares, entre UTI geral, cuidados intermediários e UTI Covid-19. Já neste mês de março, serão alcançados 1.045 leitos.

Em 2020, muitos leitos da rede de saúde estavam destinados a outras doenças, porém foram convertidos para enfrentar a Covid-19. Entretanto, com a diminuição dos casos, eles voltaram para as cirurgias eletivas, atendendo a pessoas que esperavam por cirurgias de todo tipo. O mesmo movimento está sendo feito agora, quando ocorre um novo surto da doença, que superlota o sistema de saúde.

Em meados do ano passado o Hospital de Campanha do Mané Garrincha (HCMG) fazia parte do sistema com cerca de 200 leitos de cuidados intermediários (enfermaria e com suporte de ventilação mecânica). Mas o Ministério Público do DF determinou que a estrutura fosse desativada depois de seis meses de funcionamento, durante o primeiro pico da Covid-19. Todo o mobiliário e equipamentos foram redirecionados, conforme estava previsto em contrato, para unidades da rede pública e estão sendo usados em Hospitais e UPAs.

Hospital de Campanha Mané Garrincha

Erguido para atender exclusivamente pacientes com Covid-19 no Distrito Federal, o Hospital de Campanha do Estádio Mané Garrincha recebeu mais de 1,8 mil pessoas com Covid-19, dos quais 1.787 voltaram recuperados para suas famílias e 32 não resistiram à doença. Após o período mais crítico da pandemia no ano de 2020, entre os meses de junho, julho e agosto, quando ocorreu o maior registro de novos casos e óbitos por Covid-19, a ocupação dos leitos do HCMG caiu significativamente, o que tornou inviável seu funcionamento com baixa demanda para atendimento.

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A Secretaria de Saúde esclarece que, naquele momento, os hospitais da rede já conseguiam absorver a demanda por internações e a opção da pasta, a qual teve a ciência do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, foi desativá-lo para não gerar gastos extras aos cofres públicos com uma unidade aberta e sem demanda para atender.

Segundo o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, “todo o mobiliário e equipamentos estão sendo utilizados nos hospitais, conforme estava previsto em contrato”. Okumoto acrescenta que “esse legado ajudou a saúde pública a atender a população em casos não relacionados à Covid-19, e está sendo importante agora no apoio ao processo de conversão de leitos de UTI para atendimento à nova onda da pandemia”.

Estrutura para outros hospitais

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O HCMG foi equipado com 197 leitos, sendo 173 de enfermaria para adultos, 20 de suporte avançado e quatro de emergência. Dentre os equipamentos estavam camas hospitalares, bombas de infusão, monitores multiparamétricos, ventiladores pulmonares, respiradores, gasômetros, raios X portáteis, maca para transporte, carro de parada, geladeira para conservação de sangue, biombos, cadeiras de roda, entre outros itens.

O Hospital de Campanha de Ceilândia recebeu vários equipamentos do HCMG e hoje está em plena atividade recebendo exclusivamente pacientes com Covid-19.

O Hospital da Região Leste (HRL) recebeu dez camas que substituíram leitos quebrados, 28 bombas de infusão, dez monitores paramétricos, dez mesas para refeição, 50 biombos, dez escadas, uma maca, sete aspiradores, uma balança, quatro canos de paredes, 13 suportes de soro, um carro de curativo, quatro mesas inox, 13 mesas para cabeceira com gaveta, dois reanimadores pulmonares manuais, dez lixeiras, dez dispensadores de álcool em gel, dez comadres hospitalares em metal e dez compadres hospitalares em metal.

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Também foram equipados os hospitais regionais de Taguatinga, Samambaia, Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital de Apoio de Brasília (HAB) e Hospital São Vicente de Paulo (HSVP).

As informações são da Agência Brasília






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