Gabriela Coelho
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As autoridades de segurança do Distrito Federal tiveram trabalho no feriado. Em apenas quatro dias, pelo menos 21 pessoas foram assassinadas no DF. Além disso, foram registradas 25 tentativas de homicídio. Os números levam à média assustadora de uma morte a cada seis horas. Foram cinco mortes diárias durante os dias de festa, o que corresponde a um aumento significativo na comparação com a média de igual período do ano passado, quando duas pessoas foram executadas a cada 24 horas. Todas as mortes e tentativas, porém, ocorreram fora do circuito de Carnaval e, segundo a polícia, não têm relação com a festa. Foram registradas ainda seis casos de sequestros relâmpago.
Segundo o sargento da Polícia Militar, Roberto Genival, o elevado número de pessoas que misturam bebidas alcoólicas e festa ajuda na ocorrência destes crimes. “Por mais que o efetivo da polícia tenha sido aumentado, não tem como prever certos crimes”, explica.
Um dos últimos assassinatos registrados foi o de um homem cujo corpo foi encontrado dentro da casa onde trabalhava, no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. R.N.S.B., 51 anos, foi golpeado com um machado na nuca, braços e pescoço. A 19ª Delegacia de Polícia (DP) investiga o caso.
Segundo o cabo Bonina, da Polícia Militar, o corpo estaria na casa há mais de três dias. “Pelas informações que tivemos, ele não era visto desde domingo, o que motivou a desconfiança da família”, afirma.
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