Manuela Rolim
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O ataque de abelhas é uma realidade no DF. O número de chamados no 190 por esse motivo comprova a existência do problema. Somente ontem, foram registrados 14 pedidos de atendimento em diferentes cidades, segundo a Polícia Militar. Regiões como Gama, Santa Maria, Riacho Fundo I, Park Way, Cruzeiro, Sobradinho, Plano Piloto, Guará e Ceilândia concentraram as ocorrências. Além disso, Brazlândia se destacou pela quantidade de pessoas atacadas por insetos.
Segundo o sargento Márcio Rodrigues, da comunicação do Corpo de Bombeiros, ao se deparar com uma situação de risco, é importante acionar uma equipe para avaliação do ambiente. “Vale ressaltar que as abelhas não atacam. Isso só ocorre quando elas têm as moradias destruídas”, destacou.
Na prática, porém, a servidora pública Alcenyr de Freiras, 56 anos, alega que o problema é muito maior. Moradora do Cruzeiro, ela afirma que sofre com a presença constante de abelhas na Quadra 301, onde uma árvore abriga milhares delas. “De fato, elas não atacam, mas vão para dentro de casa. No último sábado, meu filho foi picado e teve uma reação alérgica forte. Inclusive, teve que tomar remédio”, relatou.
Ontem, Alcenyr chamou os bombeiros, mas a questão não foi resolvida. “Eles chegaram a vir, mas disseram que não poderiam retirar a colmeia por falta de equipamento e de dificuldades de acesso ao local. Ainda me pediram para procurar um especialista, que custa caro. Enquanto isso, seguimos com medo e as janelas completamente fechadas. Para piorar, temos muitas crianças nessa quadra, o que aumenta o risco”, lamentou a moradora.