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DF projeta quase 120 km de novos trilhos com investimento de R$ 29,2 bilhões

DF projeta quase 120 km de novos trilhos com investimento de R$ 29,2 bilhões

Redação Jornal de Brasília

16/09/2026 18h07

companhia do metropolitano do distrito federal metrô df

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Distrito Federal tem em desenvolvimento três grandes projetos capazes de transformar a atual rede de transporte sobre trilhos. A proposta reúne a Linha 2 do Metrô-DF e duas linhas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma ligando o Aeroporto à W3 e ao Noroeste e outra entre Taguatinga e Ceilândia. Juntos, os projetos somam 119,7 quilômetros de novas linhas e 114 estações e paradas. Atualmente, o Metrô-DF opera 42,38 quilômetros e 27 estações, o que significa que a implantação integral das propostas quase quadruplicaria a extensão da rede existente.

A maior intervenção prevista é a Linha 2 do Metrô, projetada com 79,8 quilômetros e 67 estações. A rede terá um tronco de 40,1 quilômetros entre Santa Maria e a região central de Brasília, além de ramais para Gama e Recanto das Emas. O desenho apresentado prevê atendimento a oito regiões administrativas e capacidade estimada de 239,9 mil passageiros por dia útil. No tronco, o intervalo entre os trens no horário de pico seria de três minutos, e o percurso completo teria duração estimada de 57 minutos.

Outro eixo estratégico é o VLT Linha 1, que pretende conectar o Aeroporto de Brasília à W3 e ao Noroeste. São previstos 22,4 quilômetros e 25 estações, com implantação dividida em três fases: Hípica–BSB Shopping, Aeroporto–Hípica e BSB Shopping–Noroeste. Quando estiver completo, o sistema tem demanda projetada de 174,8 mil passageiros por dia útil, 39 trens e tempo de aproximadamente 49 minutos entre as extremidades.

Taguatinga e Ceilândia também entram no mapa

A terceira frente concentra-se no eixo mais populoso da região oeste. O VLT Linha 3 terá aproximadamente 17,5 quilômetros e 22 estações, passando por pontos como Sol Nascente/Pôr do Sol, Ceilândia, Avenida Hélio Prates, Praça do Relógio e Taguatinga. O documento indica que o traçado pelo Pistão ou pela Avenida Comercial ainda está em avaliação. A estimativa é transportar cerca de 100 mil passageiros por dia útil, com intervalo de seis minutos no pico e viagem de 39 minutos de ponta a ponta.

Somadas, as projeções dos três sistemas passam de 500 mil passageiros por dia útil, embora cada projeto trabalhe com horizontes de demanda diferentes. O material também mostra uma rede pensada de forma integrada, conectando áreas como Santa Maria, Gama e Recanto das Emas ao Plano Piloto e articulando os novos corredores com o sistema metroviário e outros pontos estratégicos da capital.

A dimensão do plano aparece também na conta prevista para tirá-lo do papel. Os três projetos representam R$ 29,2 bilhões em investimentos ao longo de dez anos, em valores de 2026. Desse montante, R$ 21,6 bilhões, ou 73,7%, seriam recursos públicos destinados a obras civis e sistemas, enquanto R$ 7,7 bilhões, equivalentes a 26,3%, viriam da iniciativa privada para aquisição do material rodante. A Linha 2 concentra a maior fatia, com R$ 20,3 bilhões; o VLT da W3 soma R$ 4,8 bilhões e o VLT de Taguatinga, R$ 4,1 bilhões.

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