Mariana Laboissière
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De 2004 a 2009, o Disque Denúncia Nacional (DDN 100), da Presidência da República, verificou vários tipos de violência contra crianças e adolescentes. Entre elas, foram listadas exploração sexual, negligência e pornografia. Só no Distrito Federal foram 4.532 relatos nesse período. Dado esse que coloca a região como uma das primeiras no ranking nacional. Especialistas esclarecem, porém, que a estatística não quer dizer que a incidência de casos seja maior na capital, mas sim que a população daqui está mais atenta ao problema do que em outras partes do País.
“As pessoas que moram em Brasília estão sensíveis, conscientes. Os números querem dizer que o crime é mais visível e que a população está mais apta a denunciar”, explica a coordenadora de Projetos de Turismo do Centro de Excelência de Turismo da Universidade de Brasília (UnB), Elisângela Machado. “Outro ponto favorável é que as profissionais do sexo da região atuam favoravelmente nesse sentido, apoiando que o problema seja denunciado”, completa.
Vínculo
De todas as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes registradas no Brasil pelo canal do governo, mais de 12% podem ter relação direta com o turismo. O segmento, como se constata, não é a alavanca principal deste tipo de crime, contudo, reflete o vínculo existente entre as duas práticas. As grandes cidades litorâneas e interioranas brasileiras ainda têm um espaço maior para esse tipo de ato. Os índices mais altos estão na região Nordeste, com destaque para Ceará e Pernambuco. Mesmo assim, em aproximadamente sete anos foram contabilizadas apenas seis denúncias por destino turístico, isto é, nesse período, foram 16.433 denúncias para 2.583 cidades listadas.
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