A campanha nacional de vacinação do Ministério da Saúde (MS), que começou no dia 8 de novembro, não conseguiu, no DF, alcançar a meta de 95% de seu público alvo. Até a última sexta-feira (12), a Secretaria de Saúde havia imunizado apenas 76% das crianças.
Os pais que ainda não vacinaram os seus filhos poderão procurar o centro de Saúde mais próximo de sua residência. A imunização está disponível em todas as salas de vacina durante o ano todo.
A vacina contra o sarampo é indicada para meninos e meninas de um a cinco anos incompletos – o que corresponde a 161.045 crianças brasilienses. Já aquela contra a pólio é para crianças de 6 meses a 5 anos incompletos, totalizando 182.211 garotos e garotas.
Para as duas doenças, que são graves, a vacina é única forma de prevenção. Por isso, é fundamental vacinar todas as crianças. O objetivo da campanha e a meta estipulada pelo Ministério da Saúde são para manter a erradicação da poliomielite e garantir a eliminação do sarampo no Brasil.
No entanto, o órgão não alcançou a meta de 95% do público alvo. Cerca de dois milhões de crianças, desses dois grupos, ainda não foram vacinadas. Até quinta-feira (11), 10,8 milhões de crianças foram vacinadas contra poliomielite, e 8,7 milhões, contra sarampo, o que representa 85% e 79,8% do público alvo, respectivamente.
Sobre as doenças
SARAMPO – é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.
POLIOMIELITE – é uma doença infectocontagiosa grave causada pelo poliovírus. A infecção se dá, principalmente, por via oral, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo (boca, garganta e intestinos). Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso, dependendo da pessoa infectada. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores.