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DF mantem vacinação de jovens com 14 anos ou mais

A decisão de manter a vacinação do grupo pelo GDF ocorre, segundo o secretário, pela falta de ocorrências registradas de reações aos imunizantes

Por Geovanna Bispo 16/09/2021 4h12
Foto: REUTERS/Dado Ruvic

Mesmo após suspensão do Ministério da Saúde da vacinação de menores de 18 anos, o Distrito Federal decidiu continuar a imunização de jovens com 14 anos ou mais. De acordo com o secretario da Saúde, General Pafiadache, eles continuarão a se imunizar com a Pfizer. As informações foram passadas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (15).

Também nesta tarde, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que a decisão de suspender a imunização do grupo ocorreu, entre outros motivos, pelas reações adversas e a utilização de outras vacinas além da Pfizer. De acordo com a pasta, cerca de 245 adolescentes teriam se imunizado com a Coronavac ou AstraZeneca.

A decisão de manter a vacinação do grupo pelo GDF ocorre, segundo o secretário, pela falta de ocorrências registradas de reações aos imunizantes. Sobre a vacinação “errada”, Pafiadache garantiu que todos os adolescentes foram vacinados com a Pfizer, mas que, ainda assim, irá investigar.

Nesta manhã, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), chegou a anunciar a ampliação da vacinação e informar que adolescentes de 13 anos começariam a se imunizar nesta sexta-feira (17). Horas depois ele voltou atrás e cancelou a decisão.

Ministério da Saúde

Outro motivo apresentado por Queiroga foi o óbito de um jovem de 16 anos em São Paulo dez dias após se vacinar. A pasta ainda investiga o caso.

Sobre o caso, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou em nota que, até o momento, não existe comprovação sobre a relação. “O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo está investigando o caso devido à relação temporal com a aplicação da vacina. Qualquer afirmação ainda é precoce e temerária.”

Sobre os casos de reações adversas, o ministro informou que, dos três milhões de jovens que já se vacinaram no país, pouco mais de três mil tiveram problemas após a imunização.

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De acordo com o ministro, mil desses casos ocorreram pela aplicação de imunizantes não recomendados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como a Coronavac e a AstraZeneca. Até o momento, a única autorizada para tal é a Pfizer.

Queiroga ainda fez um apelo para todos os secretários de Saúde do país sigam o plano de vacinação e apenas direcionem a vacina da Pfizer para o grupo.








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