O Distrito Federal é destaque nacional em relação ao teste do pezinho. A Secretaria de Saúde (SES) do DF realiza a triagem neonatal em 95,6% dos bebês nascidos aqui, o que supera a média do país de 82,86. Além disso, os hospitais e centros de saúde da SES-DF, em conjunto com o Laboratório de Triagem Neonatal, também se destacam em relação ao tempo de coleta e o primeiro diagnóstico, o que ocorre num prazo de dez dias, enquanto a média no Brasil é de 31 dias.
Segundo a pediatra assistente técnica do Núcleo de Saúde da Criança, da Secretaria de Saúde, Fernanda Canuto, outro diferencial é que o DF é o único a fazer a triagem ampliada pelo SUS no Brasil. Apenas no DF o teste do pezinho permite o diagnóstico de 25 doenças, enquanto o Ministério da Saúde preconiza uma cobertura de apenas quatro: hipotireoidismo, fenilcetonúria, fibrose cística e hemoglobinopatias – doenças causadas por uma proteína do sangue. Entre as doenças detectadas pelo teste ampliado estão as aminoacidopatias, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias e hiperplasia adrenal congênita.
De acordo com a médica, quanto mais cedo as doenças forem descobertas, melhor. “O objetivo da triagem neonatal é fazer com que doenças passíveis de tratamento sejam diagnosticadas em tempo hábil, para evitar o comprometimento da criança”, ressalta a médica. Ela lembra que a toxoplasmose congênita também está na lista das doenças que são triadas no DF.
Toda criança que nasce nas maternidades da Secretaria de Saúde tem o sangue colhido num período de 24 a 48 horas, tempo ideal para o exame. A amostra segue para o Laboratório de Triagem, que funciona no Hospital de Apoio, e, caso dê positivo, é feita uma reconvocação do bebê para um novo exame.