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Brasília

DF-001 lidera ranking de registros fatais

Arquivo Geral

20/03/2012 8h28

Leandro Cipriano

leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

As mortes causadas por acidentes nas estradas ainda são  uma realidade preocupante para quem trafega pelo Distrito Federal. Segundo os dados divulgados pelo Boletim Anual de Acidentes de Trânsito com Vítima Fatal de 2011, a rodovia que apresentou o maior número de acidentes com mortes foi a DF-001 – que liga as cidades de Taguatinga, Brazlândia, Varjão, Paranoá, Sobradinho, Recanto das Emas e Santa Maria -, contabilizando 43 casos no ano passado. Já as vias urbanas que tiveram a maior quantidade de acidentes fatais estão em Santa Maria e Taguatinga, seis casos cada uma.

 

Ao todo, a violência nas pistas distritais e federais tirou as vidas de 465 pessoas, em 418 tragédias no trânsito, no ano passado. Uma média de 38,8 mortos por mês – mais de uma vítima por dia. A imprudência dos motoristas e falta de cuidado dos pedestres foram apontadas pelos órgãos competentes como as principais causas. Contudo, o levantamento mostra uma leve redução de 3% no número de acidentes em relação a 2010. Quanto ao número de mortos, mostrou um crescimento: indo de 461 para 465 casos.

 

Ao percorrer as rodovias federais e distritais que apresentaram os maiores números de acidentes com mortes, a reportagem do Jornal de Brasília percebeu áreas sem sinalização ou acostamento na DF-001, falta de faixas de pedestre na BR-020 e pedestres atravessando nas vias quando poderiam usar a passarela.

 

De responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a DF-001 é a que, historicamente, apresenta os maiores índices de mortes nas estradas. Mas por ser a rodovia mais extensa do DF, o superintendente de Trânsito do DER, Murilo Santos, afirma que o número de mortes na via é proporcional ao seu tamanho.

 

“Apesar de ser onde morrem mais pessoas, é pela extensão da via que consideramos os dados. O número de óbitos por quilômetro não a definiria como a mais perigosa. Ela corta o DF inteiro, enquanto  pistas menores, como a EPTG, EPNB e Eixão, que são menores, apresentam uma relação de mais acidentes por quilômetro rodado”, informou Santos.

 

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