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Brasília

Dez novos prédios da UnB serão inaugurados até dezembro

Arquivo Geral

11/08/2011 12h46

Quem esteve na Universidade de Brasília pela última vez no início da década passada ficaria surpreso ao visitá-la hoje. Os corredores mais movimentados e as dezenas de novas construções são mudanças marcantes na instituição, que agora tem outros três campi. Nos últimos oito anos, o número de alunos de graduação e de pós-graduação aumentou 31%, saltando de 30,6 mil para mais de 40 mil. Ampliar a estrutura foi e continua necessário para dar qualidade a esse crescimento. Desde 2006, cerca de 90 mil m² foram construídos e reformados na UnB. Obras seguem em execução por todos os lados. Pelo menos dez delas estarão disponíveis para a comunidade acadêmica ainda este ano.

 

As novidades começarão já nas primeiras aulas do semestre. Finalizada durante o período de férias, a reforma dos 460 m² do Biotério Central vai permitir mais conforto a alunos e servidores da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária. O espaço ganhou novos banheiros, copa e sistema de exaustão nos laboratórios. Biotérios servem para a criação de cobaias. A obra, realizada pela prefeitura, custou cerca de R$ 270 mil.

 

Os 515 m² das instalações do Laboratório de Microscopia do Instituto de Geociências, localizadas no subsolo do Instituto Central de Ciências (ICC), ganharam novo piso, luminárias e mobiliário. O custo total da modernização foi de R$ 382,6 mil. A partir da semana que vem, o local estará liberado para a montagem dos equipamentos. Ainda em agosto, a ampliação do Edifício.

 

As inaugurações continuam nos meses seguintes. Está prevista para setembro a entrega dos três blocos dos Módulos de Assuntos e Serviços Comunitários. Ao custo total de R$ 4 milhões, os edifícios térreos de 967 m² cada funcionarão como áreas de convivência e contarão com lanchonetes, copiadoras e outros serviços presentes hoje no ICC. Os prédios estarão localizados em áreas próximas à Faculdade de Ciências da Saúde, à entrada da Ala Norte do ICC e à nova sede da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação, cujas obras devem ser concluídas em novembro.

 

Outras construções prestes a serem finalizadas no campus Darcy Ribeiro são o prédio dos Institutos de Ciência Política e de Relações Internacionais e o Departamento de Ciências da Computação e Estatística. Cada uma das obras foi orçada em cerca de R$ 6,7 milhões e tem entrega prevista para setembro e outubro respectivamente. O diretor do Centro de Planejamento Oscar Niemeyer (Ceplan), Alberto de Faria, informa que esses são os prazos para o recebimento das obras e que a utilização dos espaços deve começar no primeiro semestre de 2012. “Temos um prazo para inspecionar os prédios e eventualmente solicitarmos alguns reparos. Essa etapa leva de 30 a 60 dias”, explica.

 

Segundo dados do Ceplan, o crescimento dos últimos oito anos e as obras em execução equivalem a 37% da área construída da UnB em 2003. A instituição tem hoje mais de R$ 102 milhões empregados em 67,7 mil m² de obras contratadas. Perto de 60% dos investimentos (R$ 61,7 milhões) vêm do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Os demais custos (R$ 40,9 milhões) são do orçamento próprio da universidade. “O crescimento recente é um fato histórico que só tem paralelo com o momento inaugural da UnB”, avalia o reitor José Geraldo de Sousa Junior. “Esses investimentos garantem a possibilidade de pensarmos a universidade para além dos 50 anos. Precisamos agora implantar um programa contínuo de expansão”, diz ele, ao lembrar da proximidade do primeiro cinquentenário da UnB, em abril do ano que vem.

 

NOVOS CAMPI – O semestre também será de inaugurações no campus de Ceilândia. O prédio dos laboratórios começará a ser utilizado na semana que vem. O piso destinado a salas de professores será entregue durante o semestre. No Gama, o bloco de salas de aula está pronto e o de laboratórios permanecerá em obras até outubro, quando deve começará a instalação dos equipamentos. “Os novos campi são um símbolo de toda essa expansão. Representam um marco na nossa universidade”, afirma o decano de Administração, Pedro Murrieta.

 

Embora o número de construções esteja em ascendência, a dificuldade em manter os cronogramas das obras é recorrente. Prédios nos quatro campi têm sido inaugurados com atraso. “São dores do crescimento. Estamos nos adaptando ao novo tamanho da UnB”, diz Murrieta. O decano lembra que obras já foram prejudicadas por crises políticas e por falência de empresas. “Além disso, temos a limitação na quantidade de profissionais nos projetos técnicos, na fiscalização e no orçamento”. Um edital para contratar empresas de engenharia que façam essas atividades está em análise na Procuradoria Jurídica da Universidade.

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