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Brasília

Detrans pedem prazo para exigências em relação aos motociclistas

Arquivo Geral

05/02/2013 8h50

Júlia Carneiro
julia.carneiro@jornaldebrasilia.com.br

 

Em reunião, a Associação Nacional dos Detrans solicitou  ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) um prazo de seis meses para realizar fiscalização educativa, sem multa para os motocilistas do País, inclusive os do Distrito Federal.

 

Caso a solicitação seja atendida, o Detran assinará Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com os sindicatos da categoria para que haja a  adequação às medidas no novo prazo estipulado.

 

Na reunião também foram informados como serão os cursos obrigatórios para os motociclistas comerciais. O Detran irá oferecer curso teórico nos finais de semana a um preço de R$ 3 por aula. As aulas práticas continuarão sendo ministradas pelo Serviço Social de Transporte/ Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/ Senat). O preço ainda não foi determinado.

 

Ameaça

Segundo Reivaldo Alves, presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do DF (SindMoto), os motoboys ainda não estão satisfeitos com a situação. De acordo com ele, a proposta não é nada comparada ao que estão exigindo.

 

“Queremos tudo ou nada. Vamos cobrar o que o governo prometeu. Nosso objetivo é a isenção do IPVA, e a placa vermelha de veículos comerciais. Se providências não forem tomadas iremos fazer  uma série de manifestações nessa sexta-feira nas entradas e saídas de Brasília, na Rodoviária do Plano Piloto e no local onde ocorrerá o Carnaval”, ameaçou Reivaldo.

 

De acordo com a Resolução 350 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a partir deste mês, todos os motoboys do Brasil deveriam cumprir exigências para o exercício da profissão. Entre elas, um curso de qualificação prático e teórico.

 

O Sest/Senat contabilizou apenas 30% de vagas ocupadas nas turmas ministradas em dezembro, em Brasília. Dos dez mil profissionais do DF, apenas 650 fizeram o curso ano passado. Em janeiro, última oportunidade para se profissionalizarem antes da fiscalização, apenas dez alunos ocuparam as mais de cem vagas oferecidas.

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