Carlos Carone
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Com todo o aparato de segurança que cerca os presídios do Distrito Federal, fica cada vez mais difícil a entrada de armas, drogas e de telefones celulares. A barreira montada pelos agentes penitenciários, somada ao trabalho de revista feito de forma sistemática nas celas, obriga os detentos a procurarem formas inusitadas de levar drogas para dentro do sistema carcerário.
Atualmente, a forma mais radical de furarem o bloqueio policial ocorre no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), que fica no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). No local, que abriga 866 presos que estão em regime semiaberto, o consumo e o tráfico de crack alimenta, literalmente, os internos. Explica-se: informações obtidas pelo Jornal de Brasília dão conta que alguns presidiários ingerem as pedras quando estão voltando do dia de trabalho.
Tarde da noite, começa um processo longo e doloroso. Os detentos provocam ânsia de vômito para colocarem as pedras para fora do organismo. Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, é possível ouvir uma sinfonia durante à noite. O detalhe é que o som não é nada agradável. “Eles vomitam as pedras, tanto para serem consumidas depois, quanto para serem revendidas a outros internos. Sem falar na sujeira em que fica o chão depois”, disse a fonte.
Leia a matéria completa na edição deste domingo (13) do Jornal de Brasília