Jessica Antunes
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br
Uma rebelião na Centro de Prisão Provisória (CPP) de Luziânia, na Região Metropolitana do Distrito Federal, já dura mais de sete horas. Segundo informações da Associação dos Agentes e Servidores do Estado de Goiás, dois presos foram mortos e um agente é feito refém. A morte de um detento por facções rivais após transferência teria sido o estopim para a rebelião, inciada durante a madrugada desta segunda-feira (11). Segundo informações preliminares, o planejamento era de fuga.
Equipes da Polícia Militar goiana acompanham o caso. A área, próxima de residências e da rodoviária do município, foi isolada. A rebelião teria começado por volta das 2h, quando presos de uma cela simularam que um dos detentos passava mal. Dois agentes penitenciários entraram para socorrê-lo e foram feitos reféns. Um deles foi baleado na perna.
Os detentos chegaram a atear fogo em uma das alas. Ainda durante a madrugada, o Corpo de Bombeiros foi acionado e levou quase quatro horas para combater as chamas. Os presos provisórios também reivindicam o julgamento das penas, melhoria na alimentação e reclamam da superlotação. O CPP tem capacidade para 148 pessoas, mas está com 348 detentos presos. Não há confirmação de mortes.
As Comissões de Direitos Humanos e de Direito Criminal da Ordem dos Advogados do Brasil de Luziânia e o presidente da subseção, Luciano Jose Braz de Queiroz, acompanham as negociações para intermediar uma solução sem danos.
Aguarde mais informações