Luís Augusto Gomes
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Uma tendência que vem sendo constatada pelas autoridades da área de Segurança Pública é o aumento da porcentagem feminina na prisão. Há um ano e meio, o Presídio Feminino do Distrito Federal, mais conhecido Colmeia, tinha 439 internas. Até ontem eram 520, ou seja, houve um aumento de mais de 12,5%. Na última semana, dez mulheres foram parar atrás das grades, em apenas três dias, por envolvimento em homicídio, tráfico, latrocínio e tentativa de morte.
Outro dado negativo da participação do sexo feminino com a violência é que das 520 confinadas no Presídio Feminino, 147 são reincidentes. A maioria sequer tem o Ensino Fundamental e condição econômica muito baixa. “A maioria vive abaixo da miséria”, disse a delegada Deuselita Pereira Martins, diretora da Penitenciária Feminina do Distrito Federal.
É na prisão que muitas buscam uma profissão para quando retornar ao convívio social terem uma forma de ganhar a vida longe do crime para sustentar a família com dignidade. As crianças são criadas por parentes e muitas vezes ficam abandonadas à própria sorte. Enquanto as mães sofrem na prisão a distância.
Durante o período em que a reportagem passou no presídio e pode conversar com as internas foi fácil perceber a solidão com a ausência da família. Durante a terapia de grupo uma delas teria afirmado: “Se nós não conseguirmos mudar nossa história, precisamos fazer tudo para mudar a de nossos filhos”.
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