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Brasília

Deputado goiano denuncia que 500 mortes estão sem investigação

Arquivo Geral

17/02/2011 7h25

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Goiás,  deputado Mauro Rubem (PT-GO), afirmou que existem 500 homicídios no Entorno do DF sem investigação. Os crimes ocorreram  em Luziânia, Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto. Segundo o parlamentar, 28 dos casos teriam ocorrido em suposto confronto com  policiais militares. “A PMGO é tolerante com a tese de que bandido bom é bandido morto e isso incentiva o desrespeito aos direitos humanos e consequentemente o envolvimento de PMs em grupo de extermínio”, afirma.

 

A Polícia Federal em Goiás  transferiu ontem à tarde,  17 dos 19 policiais militares goianos, presos por determinação judicial sob a suspeita de envolvimento em  grupo de extermínio em Goiânia e no Entorno do DF.  Os PMs foram encaminhados para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Eles  deixaram a carceragem da Superintendência da PF e seguiram  para  o Aeroporto Santa Genoveva, sob forte esquema de segurança.

 

Entre os policiais militares  transferidos estão o ex-subcomandante da PMGO, coronel Carlos Cézar Macário, o ex-comandante da Rotam, tenente-coronel Ricardo Rocha Batista e o major Alessandri Rocha Almeida, que também responde criminalmente pelas mortes da empresária Martha Cosac e de um sobrinho dela, ocorridas em 1997. O major André Ribeiro Campos e o capitão Durvalino Câmara Santos Junior, continuam na carceragem da PF, temporariamente. Além dos 19 PMs, são  investigados também o ex-secretário de Segurança Pública de Goiás e atual procurador-geral, Ernesto Roller, e o ex-secretário de Fazenda,  Jorcelino Braga.

 

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (17) do Jornal de Brasília

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