Luís Augusto Gomes
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O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Mauro Rubem (PT-GO), afirmou que existem 500 homicídios no Entorno do DF sem investigação. Os crimes ocorreram em Luziânia, Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto. Segundo o parlamentar, 28 dos casos teriam ocorrido em suposto confronto com policiais militares. “A PMGO é tolerante com a tese de que bandido bom é bandido morto e isso incentiva o desrespeito aos direitos humanos e consequentemente o envolvimento de PMs em grupo de extermínio”, afirma.
A Polícia Federal em Goiás transferiu ontem à tarde, 17 dos 19 policiais militares goianos, presos por determinação judicial sob a suspeita de envolvimento em grupo de extermínio em Goiânia e no Entorno do DF. Os PMs foram encaminhados para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Eles deixaram a carceragem da Superintendência da PF e seguiram para o Aeroporto Santa Genoveva, sob forte esquema de segurança.
Entre os policiais militares transferidos estão o ex-subcomandante da PMGO, coronel Carlos Cézar Macário, o ex-comandante da Rotam, tenente-coronel Ricardo Rocha Batista e o major Alessandri Rocha Almeida, que também responde criminalmente pelas mortes da empresária Martha Cosac e de um sobrinho dela, ocorridas em 1997. O major André Ribeiro Campos e o capitão Durvalino Câmara Santos Junior, continuam na carceragem da PF, temporariamente. Além dos 19 PMs, são investigados também o ex-secretário de Segurança Pública de Goiás e atual procurador-geral, Ernesto Roller, e o ex-secretário de Fazenda, Jorcelino Braga.
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