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Brasília

Demora na liberação de alvarás prejudica o crescimento da industria da construção civil no DF

Arquivo Geral

25/07/2013 8h33

A reclamação de demora na expedição de alvarás já dura anos. Mesmo assim falta uma solução eficaz. A falta de celeridade na análise de projetos da construção civil por parte das administrações e consequentemente  das liberações de alvarás, não só atrasa o início de novos empreendimentos, mas também prejudicam o desenvolvimento da cidade, que perde em impostos e postos de trabalho.

 

A constatação é do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), que tem recebido reclamações frequentes de empresas do setor, que chegam a esperar um ano e meio por uma resposta do governo.

 

Dados importantes

 

“Nós ajudávamos as administrações a dar celeridade aos projetos, mas de um tempo para cá o governo deixou de passar os dados para nós”, afirma o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon-DF, Adalberto Valadão Júnior.

 

Segundo ele, os dados também eram usados para cobrar das autoridades que os processos fossem realizados dentro de prazos adequados.

 

As reclamações sobre a demora nos processos chegou a ser levada ao GDF, no ano passado. A partir daí, uma portaria atribuiu a função de analisar os projetos, com alguma pendência encontrada pelas administrações, a Coordenadoria das Cidades. Adalberto admite que a manobra ajudou a acelerar os processos, mas não foi o suficiente. “A Casa Civil determinou que a análise fosse feita pela Coordenador das Cidades, mas o prazo que eles levam para devolver os projetos está longe do ideal”, diz o presidente.

 

“Temos deixado de lançar empreendimento por causa da demora. Dessa forma o governo deixa de arrecadar  impostos, a população perde vagas de empregos, além da cidade”, lamenta Adalberto Júnior.

 

 Processo lento

 

O processo consiste em as administrações analisarem os projetos. ao ser encontrado problemas no projeto, ele é enviado a Coordenadoria das Cidades que determina quais as alterações devem ser feitas no projeto. O GDF respondeu que “fez um levantamento nos processos de pedidos de alvará e está tomando medidas para acelerar a expedição pelas administrações regionais”.

 

Ainda falta nova lei

 

Segundo o Sinduscon-DF, todas as administrações apresentam problemas, mas a maior parte deles se concentra na Região Administrativa de Brasília.     A acusação foi rebatida pelo administrador regional  Messias de Souza. 

 

“Fazemos um esforço permanente para acelerar os projetos que chegam aqui, inclusive com a participação da Casa Civil, mas não passamos por cima das Normas Gerais de Brasília”, declarou Messias, numa referência às NGB, responsáveis por respeitar o tombamento da cidade.

 

Só com o PPCUB

 

De acordo com o administrador, a solução para dar agilidade aos processos será a aprovação do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico (PPCUB). 

 

“Ainda não há lei para regulamentar os procedimentos que devem ser tomados para aprovação. Por isso, quando temos algum problema e os projetistas insistem nele, precisamos nos remeter a Casa Civil, Coordenadoria das Cidades, para que eles decidam o que deve ser feito”, explicou Messias, completando: “Nós demos sugestões, mas para  valerem precisam se tornar lei”.

O PPCUB chegou a ser enviado a Câmara Legislativa, mas apontaram-se incoerências no projeto, que acabou devolvido à Secretaria de Habitação (Sedhab). A previsão é que isso ocorra ainda neste semestre, mas a informação não foi confirmada pela assessoria do GDF.

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