A 6ª Vara Criminal de Brasília condenou a delegada Martha Geny Vargas Borraz pela prática dos crimes de falsidade ideológica, fraude processual, violação de sigilo funcional e tortura. Foi estipulada pena total em 16 anos e 28 dias de reclusão, 1 ano, 9 meses e 10 dias de detenção, mais 81 dias-multa. Martha esteve à frente das investigações do que crime que matou o casal Villela e a emprega, na 113 Sul, em 2009.
O agente da Polícia Civil, José Augusto Alves, também foi condenado pela prática do crime de tortura, e fixou sua pena em 3 anos, 1 mês de 10 dias de reclusão. O outro acusado, o policial militar Flávio Teodoro da Silva, foi absolvido de todas as acusações, por ausência de provas. Ainda cabe recurso da decisão.
Relembre
José Guilherme Villela, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, e mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, foram encontrados mortos em 31 de agosto de 2009, no apartamento do casal, na 113 Sul. A empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, também foi assassinada.
A perícia identificou que o trio havia sido morto três dias antes, com 78 facadas. O caso é marcado por mistérios e ainda não teve um desfecho. Em 2012, um júri popular condenou a 55 anos de prisão os assassinos confessos do casal: Francisco Mairlon, e o ex-porteiro do prédio, Leonardo Campos.