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Brasília

Delegacias lotam no primeiro dia após fim da greve da Polícia Civil

Arquivo Geral

14/11/2012 9h06

Lucas Dutra

lucas.lavoyer@jornaldebrasilia.com.br

 

Antes completamente vazias, as delegacias do Distrito Federal receberam movimentação numerosa, apenas um dia após a suspensão do movimento paredista que afetava o atendimento da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Com assentos lotados, algumas unidades formaram filas de espera. Para normalizar a situação dos inquéritos, emissões de documentos e registros de determinados boletins de ocorrência, interrompidos durante a paralisação – que culminou em 65 mil queixas desprezadas –, haverá uma reorganização operacional. 

 

O cenário se manterá desta forma pelo menos até 27 de novembro, quando outra assembleia poderá retomar o movimento grevista, interrompido por uma sentença emitida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Território (TJDFT) na sexta-feira passada. De acordo com a PCDF, o reforço no quantitativo plantonista nas delegacias e no Instituto de Identificação, responsável pela emissão de documentos, deverá ser suficiente para atender uma demanda volumosa, aguardada para os próximos dias.

 

Queixas computadas

Para moradores do DF que procuraram o auxílio da polícia nos últimos 82 dias e não conseguiram atendimento, o diretor geral da PCDF, Jorge Luiz Xavier, informou que queixas prestadas após os incidentes podem ser computadas normalmente. “O registro feito depois do fato não muda nada, vale a declaração da vítima sobre bens furtados, ameaças e até lesões corporais. Claro que ficam prejudicadas algumas situações, mas vale a palavra da vítima”, declarou. 

 

Sobre a quantidade de inquéritos que teriam sido interrompidos durante a paralisação, o diretor também informou que investigações de crimes considerados graves foram realizadas normalmente, inclusive com prisões e operações especiais, e que delitos como furtos serão investigados após computação dos boletins de ocorrência. “Todo cidadão que necessita do registro policial para providências de seu interesse, e também para ajudar a normalizar o controle da criminalidade, será atendido”, apontou Xavier.

 

Um dia após a retomada das atividades, o casal Frank e Juçara Bastos, 36 e 28 anos respectivamente, foi à 3ª Delegacia de Polícia para prestar uma queixa a respeito da clonagem de um cheque. “Dia 7 (de novembro) viemos e não conseguimos o registro. Hoje, o atendimento foi outro, foi excelente. Disseram que o registro tinha que ser homologado e que poderia pegá-lo amanhã, em qualquer delegacia”, revelou Frank.

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