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Brasília

Delatores citam Arruda e Agnelo como beneficiários de propinas

Arquivo Geral

14/05/2016 22h57

O ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz foram cidatos por delatores, nas investigações da Operação Lava Jato, como beneficiários de propinas pagas pela empreiteira Andrade Gutierrez, por conta das obras do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para a Copa do Mundo de 2014. A revelação das delações de Clóvis Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá foi feita pela TV Globo. Além de Arruda e Agnelo, os delatores citaram outros ex-governadores como beneficiários do esquema: Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, e os amazonenses Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), atualmente senadores pelo estado.

Clóvis Peixoto Primo afirmou que o acerto para pagar propina a Arruda foi feito antes da formação do consórcio que venceu a licitação para construir o Mané Garrincha. Segundo ele, Arruda recebia 1% do valor. A propina foi paga mesmo após o ex-governador ser afastado e preso, por conta do escândalo da Operação Caixa de Pandora. A defesa do ex-governador negou as acusações, afirmando que o contrato não foi assinado na sua gestão no GDF e disse que nenhum valor foi repassado a ele quando estava no cargo.

Agnelo foi citado na delação de Rogério Nora de Sá, que disse que os repasses eram feitos por diretores da Andrade Gutierrez, sem valor fixo. O ex-executivo afirmou  ainda que Agnelo pediu recursos para o PT. A defesa do ex-governador, derrotado nas eleições de 2014 ainda no primeiro turno, disse que ele jamais recebeu ou pediu dinheiro à construtora. Já o PT alega que as doações recebidas foram feitas dentro da legalidade.

Em relação aos amazonenses Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), os ex-executivos disseram que pagaram propina por conta das obras da Arena da Amazônia. Braga, ex-ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff, disse por meio de nota que a denúncia é absurda e que o deixou “indignado” e “ofendido com as acusações”. Já Omar Aziz afirmou ser alvo de “retaliação” da Andrade Gutierrez, por não aceitar aditivos de “mais de R$ 1 bilhão” na obra. A Andrade Gutierrez não comentou o conteúdo das delações.

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