Menu
Brasília

Deficit habitacional e ocupação irregular são parte dos problemas enfrentados pela capital

Arquivo Geral

21/04/2012 7h09

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

Brasília completa 52 anos hoje. Com a maturidade, porém, vieram os problemas. A população cresceu e  o governo precisa litar com o deficit habitacional na capital, principalmente para as classes baixa e média. Pelo menos 300 mil pessoas aguardam na fila dos programas de moradia do governo.  A eles pode ser adicionado  um terço da população, que possui casa própria, mas não tem escritura em mãos, especialmente por estar em terrenos irregulares.  Os altos preços levaram a uma concentração de moradores de aluguel no centro urbano, e as classes mais baixas foram empurradas para a Região Metropolitana.

 

Em mais de 50 anos, o Plano Piloto  precisou apertar as amarras de seus limites geográficos para que a ocupação desordenada não atingisse seus amplos espaços vazios e comprometesse o tombamento. Ao redor, surgiram cidades inteiras de loteamentos irregulares, como Jardim Botânico, Grande Colorado e Vicente Pires. A ocupação ilegal teria sido uma resposta pouco esperada para a falta de opção da classe média, a partir da década de 1980.

 

A arquiteta e urbanista Ivelise Longhi, hoje presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan-DF), viu muitos desses condomínios se formarem. Ela relembra que no início da década de 1990 existiam mais de 42 grandes invasões, inclusive dentro do Plano.

 

“Tivemos que pensar em todo um planejamento para onde deveriam crescer os vazios urbanos dentro das cidades, e a criação de novos núcleos para poder atender essa demanda”, conta. O foco era a baixa renda e Ivelise acredita que por isso teriam surgido tantos parcelamentos para a classe média, que tiveram dificuldade em acessar a moradia.

 

Ainda assim, dados da Codeplan mostram que 72% da população vive em imóvel próprio, o que corresponderia a menos de 700 mil moradores que moram de aluguel, na casa de parentes ou em situação precária. “O que percebemos é que quando falamos que existia um problema seriíssimo de moradia no DF, tínhamos a falta de espaços específicos para isso. Hoje, continuamos com a demanda para novas moradias porque a população cresce, se torna adulta e quer sua casa própria. É uma demanda que será sempre constante”, analisa.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado