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Brasília

Deficientes visuais já podem estudar música com o auxílio de ferramenta tecnológica

Arquivo Geral

08/07/2009 0h00

No ano em que se comemora o bicentenário do francês Louis Braille, seek criador do sistema de leitura para cegos, viagra order os deficientes visuais ganharam um presente em uníssono com as suas necessidades. Foi lançado nesta quarta-feira, pharmacy na Biblioteca Nacional de Brasília, o primeiro programa de computador em língua portuguesa capaz de transcrever partituras para a linguagem de cegos – o software Musibraille.
      
A solenidade contou com as presenças do governador José Roberto Arruda; do secretário da Cultura, Silvestre Gorgulho; do ministro da Cultura, Sérgio Rezende, e dos criadores do projeto, os professores Dolores Tomé e Antônio Borges. “Com o programa será possível ensinar a parte teórica da mesma forma para todos. É importante que o professor capacitado ajude o aluno cego a ter acesso ao material. Com a partitura dentro das universidades, conservatórios e escolas de música, o cego não pode ser um mero aluno ouvinte. Agora, ele terá as ferramentas para ler as partituras”, comemorou Dolores Tomé, flautista e especialista em musicografia braile.


Para divulgar e implementar o programa, começou hoje e vai até sexta-feira (10), na própria Biblioteca Nacional, um curso de capacitação para profissionais de educação que lidam diretamente com músicos e estudantes cegos. No total, são 87 inscritos. O mesmo trabalho será realizado em outras cinco capitais: Recife, Belém, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Durante os encontros são distribuídos o livro em tinta para os professores e o caderno de exercício em Linguagem Braile para aplicar ao aluno deficiente e vice-versa.


Contente com a iniciativa, o governador Arruda fez questão de abrir as portas da Biblioteca Nacional para a inclusão social. “Uma sociedade civilizada mede-se pelo grau de inclusão. Nossa biblioteca não possui apenas livros. Temos tecnologia moderna de inclusão também para deficientes visuais. Desejamos que essas partituras braile estejam disponíveis na Biblioteca Nacional de Brasília para que mais pessoas, por meio deste centro de cultura, possam enriquecer as suas atividades humanas com a beleza que é produto dessa atividade”.


Matriculado no curso, o pianista Josenei Ferreira da Costa, 28 anos, tem um projeto. “Meu sonho é trabalhar na Escola de Música de Brasília para ajudar a difundir o programa entre os deficientes visuais. Isso não é impossível, diz o morador de Ceilândia Norte.

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