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Brasília

Defesa Civil interdita píer na Península dos Ministros, no Lago Sul

Arquivo Geral

07/10/2012 10h30

Lucas Dutra

lucas.lavoyer@jornaldebrasilia.com.br

 

Em área nobre do Lago Sul, um píer foi interditado pela Defesa Civil do Distrito Federal devido a precariedades estruturais. Levantada às margens da Península dos Ministros, na QL 12, a construção de concreto está aos pedaços e representa risco aos frequentadores do parque. À Administração Regional do Lago Sul o órgão determinou a derrubada da edificação em até três dias, mas até o momento ela permanece erguida, apesar de já ter passado o tempo determinado.

 

Sob a estrutura, há várias colunas de sustentação deterioradas. Em alguns pontos do píer, o piso de cimento começou a desabar. Nas imediações, o lixo distribuído pelas margens e os buracos escondidos pela vegetação incomodam os frequentadores do espaço. Os estudantes Taigo Alves e Nathália Henriques, de 20 anos, estiveram ontem no parque pela primeira vez e reclamaram de alguns aspectos. “Achei muito bonito, mas falta estrutura. Não vi banheiro, nem bebedouro. Tem muito lixo no chão, com muitas garrafas pet”, comentou Nathália.

 

Por meio de nota divulgada à imprensa, a Administração Regional do Lago Sul informou que já procurou o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) para pedir uma autorização para demolir o píer deteriorado. Além disso,  solicitou à Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) apoio logístico para iniciar o processo de demolição. “A Administração Regional do Lago Sul, assim que tomou conhecimento do problema, enviou uma equipe técnica ao local para fazer uma vistoria, na qual foi constatada a necessidade de possível demolição”, diz a nota. Devido à existência de outras estruturas similares na Península, não deverá ser construído outro píer substituto.

    

Outros problemas


Nos píeres remanescentes também há problemas provenientes da falta de manutenção. É possível encontrar barras de ferro tortas e enferrujadas, pichações pelo assoalho e concreto danificado. Acompanhado por três amigos, o estudante Gabriel Ronald Amaral, 16 anos, utilizou a estrutura para nadar e mostrou-se preocupado com o estado de conservação. “Existem pedaços de tronco e a margem é suja. Já até machuquei meu pé. Precisam construir uma escada também, pois não dá para subir do lago direto”, reclamou. Os amigos de São Sebastião costumam ir ao parque com frequência.

 

As estruturas construídas na Península dos Ministros têm cerca de 30 anos e sofrem com a deterioriação, impulsionada pelas ações do  tempo. No entanto, a fundação do parque ocorreu em 2003, por meio de uma iniciativa dos moradores da QL 12. 

 

O parque recebe frequentadores, principalmente nos fins de semana. Além dos píeres, existem 1,6 mil metros de ciclovias, construídas nos 24 hectares de área. Sob sol, calor e muito vento, os visitantes também aproveitam as condições do tempo para praticar esportes como kitesurf, que utiliza uma espécie de pipa para puxar  uma prancha.

 

Apesar dos problemas estruturais presentes, foi investido cerca de R$ 1 milhão com redes de esgotos e demais projetos de segurança, manutenção do gramado e vegetação e prestação de serviços no local. O parque abre diariamente, entre as 6h e as 21h.

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