Isa Stacciarini
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A escola canadense Maple Bear, localizada no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), que pegou fogo na última quinta-feira, e a gráfica localizada ao lado do colégio, que também teve parte da estrutura incendiada, foram interditadas pela Defesa Civil. Na tarde de ontem, engenheiros e técnicos do órgão estiveram nos locais para verificar e avaliar a dimensão do incêndio. As atividades foram interrompidas devido ao risco de queda de parte da estrutura da cobertura do pátio do centro educacional.
Durante a visita dos engenheiros da Defesa Civil, foi constatada a necessidade da cobertura ser desmontada. Uma das paredes laterais também terá de ser reforçada para evitar futuros acidentes. Além disso, houve também a interdição parcial do depósito da gráfica, local atingido pelo fogo.
O subsecretário de operações do órgão, coronel Sérgio Bezerra, aponta que as atividades na escola só poderão ser retomadas após um laudo elaborado por engenheiros. “O documento precisa comprovar que não há mais problemas na estrutura da escola e inclusive na parte elétrica”, explica o coronel.
Segundo ele, quando todos os pontos observados pela Defesa Civil estiverem recuperados, haverá a realização de testes para comprovar a segurança dos alunos, professores e funcionários do colégio e também dos transeuntes. O coronel observa que a parte elétrica também pode ter sido comprometida, uma vez que algum cabo pode ter sido derretido com as chamas. “Será feita uma pesquisa detalhada”, destaca.
Contra o tempo
O subsecretário de operações informa que a desmontagem da cobertura do pátio já está sendo realizada. Segundo ele, equipes da escola estão agilizando os trabalhos, uma vez que a intenção da escola é retormar as aulas ainda na quinta-feira.
“Há uma corrida contra o tempo, até para que o ano letivo não seja comprometido. A liberação do colégio depende de uma série de fatores, o que pode acontecer ainda esta semana”, aponta.
Por enquanto, apenas a equipe que realiza os reparos está autorizada a circular dentro da escola. Hoje à tarde, engenheiros da Defesa Civil e do colégio irão se reunir para traçar medidas de reforço do prédio.
O Jornal de Brasília esteve ontem à tarde na escola e não encontrou o diretor-executivo, André Sobreira. A reportagem tentou contato por diversas vezes com a assessoria de comunicação do colégio, mas as ligações não foram atendidas.