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Brasília

Decreto traz mais agilidade nas instalações de antenas de telefonia

Arquivo Geral

07/11/2012 9h16

Isa Stacciarini, com agências

isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

A instalação de antenas de celular promete ser agilizada a partir de agora, devido a um decreto do GDF. Conhecida como  Lei das Antenas, a regulamentação tem o objetivo de definir regras para as instalações e  melhorar os serviços prestados à população. O procedimento, que chegava a demorar anos, poderá ser concluído em até 70 dias. 

 

A Secretaria de Habitação (Sedhab) será a responsável por emitir a autorização das instalações  e e o controle será realizado pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis).  A infraestrutura existente hoje que não estiver em conformidade com a nova legislação deverá ser regularizada em até três anos, dependendo dos equipamentos. 

 

A determinação prevê  parâmetros que terão de ser seguidos para evitar o que aconteceu no último dia 2, quando uma torre caiu  de um prédio em São Sebastião, após a chuva. Todos os critérios serão estabelecidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “As concessionárias terão de responder pelo modo como o equipamento foi instalado, para que não ameace os indivíduos”, disse o governador Agnelo Queiroz.

 

Qualidade do serviço deve melhorar
A intenção da lei é melhorar o atual funcionamento do sistema de telefonia móvel 3G, além de garantir a velocidade na implementação da nova rede 4G, o que culminará na ampliação da cobertura para a realização das copas das Confederações e do Mundo.  O governador Agnelo Queiroz ressalta que Brasília está oferecendo uma infraestrutura que responde às necessidades mundiais para os eventos que acontecerão nos próximos anos na cidade. 
 
O ministro das  Comunicações, Paulo Bernardo, aponta que há, no Brasil, 270 milhões de linhas telefônicas ativas. O DF tem quase seis milhões de linhas. “O ministério apresentou sugestões para a Sedhab e esse processo de legislação é um exemplo para outras regiões metropolitanas. É um impulso extraordinário que melhor a forma de trabalho”, diz.
 
O ministro destacou que “o principal problema” da telefonia móvel foi o crescimento sem planejamento e investimento das operadoras. “O serviço cresceu muito e as empresas não fizeram o investimento que tinham que fazer no tempo devido”, disse. Segundo ele, a falta de autorização para instalação de antenas tem servido de “argumento” para a má qualidade dos serviços.
 

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