Embora os casos de cães infectados pela leishmaniose tenham reduzido no DF, advice ainda há muitos animais diagnosticados com a doença que não foram sacrificados, hospital como recomenda a Secretaria de Saúde. Dos 1.622 cães identificados com a doença no ano passado, abortion estima-se que cerca de 60% tenham sido sacrificados. Em humanos, a doença já infectou 16 pessoas no DF. Entre elas, duas morreram.
Na área urbana, os cães são os principais reservatórios do vírus da leishmaniose, transmitida pelo mosquito palha, também conhecido como birigui. No Distrito Federal, o foco da doença está centralizado principalmente nas regiões do Lago Norte, com maior índice de casos, Fercal e Varjão. Segundo a Vigilância Ambiental, somente no ano passado, dos 9.117 cães examinados, 1.622 estavam com a doença.
No entanto, já houve uma redução de mais de 25% na média de casos de cães infectados este ano. De 589 testes realizados até o meio de março, 87 acusaram reagente positivo. Segundo o veterinário da Vigilância Ambiental da Zoonoses, Péricles Massunaga, esse é o resultado de ações realizadas no segundo semestre do ano passado. Os agentes passaram de casa em casa recolhendo amostras de sangue dos cães para realização de exames e orientando os moradores sobre a importância de manter o ambiente do animal limpo, evitando a proliferação do mosquito.
Depois que é confirmada a leishmaniose no cão, mesmo que a doença não seja transmissível para humano, o dono do animal infectado é orientado a sacrificá-lo. “O cão reagente positivo pode ajudar a proliferar a doença. Se um mosquito não infectado picá-lo e depois picar outros animais ou o humano, o ciclo terá continuidade”, explica Péricles.
Mas, segundo o veterinário, sacrificar o animal não é a solução de todos os problemas. “Embora seja uma medida importante, não adianta apenas sacrificar os cachorros. É preciso informar à população sobre a importância da limpeza de resíduos orgânicos, que são fontes de proliferação do mosquito”, explica.