Luís Augusto
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No período de um ano, foi registrado um aumento de ocorrências entre alguns dos crimes que mais preocupam o brasilienses. De acordo com dados divulgados ontem pela Secretária de Segurança Pública, entre agosto de 2011 e agosto de 2012, cresceu o número de crimes envolvendo o roubo com restrição de liberdade da vítima (sequestro relâmpago), os crimes de homicídio, estupro, tentativa de estupro, roubo de veículo, roubo em residência, roubo a casa lotérica e roubo a posto de combustível (veja quadro).
Em compensação, o mesmo diagnóstico aponta que houve uma queda no número de crimes como o latrocínio (roubo seguido de morte), tentativa de latrocínio, roubo qualificado com extorsão, roubo em comércio, roubo a transeunte, tráfico de drogas e a lesão corporal.
O levantamento divulgado pela Secretaria de Segurança Pública mostra que o fator responsável pelo aumento da violência nos nove primeiros meses deste ano, principalmente em março e abril, foi o movimento de paralisação da Polícia Militar, denominada de Operação Tartaruga.
Após o retorno dos militares às ruas e com o lançamento do Plano Ação Pela Vida, o número de crimes declinou. O Serviço de Inteligência do órgão passou a trabalhar na identificação do dia, hora e local – o chamado DHL – onde os delinquentes atuam, obrigando-os a mudar de estratégia. “Estamos trabalhando para que a criminalidade não tenha espaço e, com o auxílio da Força Nacional nas rodovias, evitando a entrada de drogas e a fuga dos ladrões de carros, que praticam o sequestro relâmpago para levar os veículos a pontos de desmanche na Região Metropolitana, a tendência é a redução da violência”, explicou Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública.
força nacional
Os 133 policiais militares e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que compõem o Batalhão Especial de Pronto Emprego (Bepe) como é chamado o grupo da Força Nacional que começou a trabalhar quarta-feira, vai atuar em 40 pontos de bloqueio em 17 rodovias do Distrito Federal. A mudança dos pontos vai ocorrer de acordo com os dados da criminalidade detectados pela Secretaria de Segurança. “Se identificarmos que a rota de fuga mudou, os homens serão deslocados para onde o problema está. A Força Nacional só não vai atuar dentro do DF, que continua sendo competência das polícias Civil e Militar”, afirmou Sandro Avelar.
O secretário divulgou ainda que, de acordo com o banco de dados da Secretária de Segurança, de cada três roubos com restrição de liberdade da vítima, um veículo é levado para uma localidade da Região Metropolitana do DF. Segundo Sandro Avelar, são exatamente nesses pontos que a Força Nacional vai atuar. Ele afirmou também que a greve da Polícia Civil não está prejudicando o combate à violência porque as ocorrências graves estão sendo registradas e o número mínimo de policiais, exigido por lei, está trabalhando na solução dos crimes. O comandante-geral, Suamy Santana, disse que a PM está investindo em tecnologia e mobilidade nas ruas. O corporação recebe hoje mais 303 viaturas e 36 ônibus e vai lançar edital para a contratação de mil homens.