A internet, embora seja uma das principais ferramentas mais usadas no mundo moderno, expõe internautas a riscos e a golpes criminosos. Os responsáveis pelos chamados cybercrimes inovam na tentativa de vitimizar navegadores que, na maioria das vezes, desatentos e curiosos acabam acessando páginas digitais e clicando em links recheados de armadilhas virtuais. A inovação e rapidez com que os hackers agem também acabam contribuindo para que mais pessoas sejam reféns dos chamados códigos maliciosos. Na rede, vírus e spams são espalhados em alta velocidade com a intenção de causar dano aos internautas a partir da invasão de redes sociais, acesso a contas bancárias e até compras online.
Os hackers investem, muitas vezes, no desconhecimento da vítima e vulnerabilidade do sistema operacional do computador. Mau intencionados, os especialistas em fraudar dados de navegadores da rede conseguem, de alguma maneira, instalar softwares maliciosos em computadores das vítimas. Já em funcionamento, os programas procuram por informações do internauta para que o crime seja realizado em mundo real. As captações mais frequentes são senhas de banco, informações de contas financeiras e logins de redes sociais.

Inclusive uma nova forma de manipulação de sites está sendo transformada em correia de transmissão de pragas virtuais para atingir o maior número de pessoas. A contaminação do dispositivo acontece em apenas uma visita à página contaminada, incluindo sites falsos ou manipulados. Os mais comuns são endereços eletrônicos referentes à tecnologia e informação, lojas online, sites e até blogs de pornografia.
A tática foi identificada pela G Data, fornecedora de soluções antivírus, que possui seus produtos distribuídos pela First Security. A empresa organizou inclusive um ranking com a porcentagem de dez temas mais utilizados em sites perigosos.
Vulnerabilidade
O especialista em criptografia e segurança da informação Anderson Nascimento explica que, em muitos casos, o programa malicioso explora a vulnerabilidade dos sistemas operacionais que operam o computador e controlam as funções básicas. “Eles apresentam algum tipo de vulnerabilidade não intencional pelos desenvolvedores. Com isso, os programadores mau intencionados se aproveitam do momento em que o internauta acessa a página para instalar o software malicioso no computador. Eles exploram a vulnerabilidade operacional”, esclarece.
Curiosidade
A dona de casa Laura Thais Rocha, 30 anos, foi vítima dos cybercriminosos. Ela já recebeu inúmeros e-mails duvidosos, mas, por curiosidade, acabou se tornando refém do cybercrime. Em uma das vezes, Laura clicou em um link que dizia ser uma foto em que ela aparecia com outra suposta amiga, mas, na verdade, tratava-se de um crime de internet. “Hoje, quando eu me deparo com esses e-mails já excluo de uma vez. Caí na inocência da curiosidade, pois o conteúdo da mensagem era até difícil de desconfiar, mas de fato não verifiquei a autenticidade do e-mail”, confessa.
Inocência de internautas facilita ação
Especialista em criptografia e segurança da informação e professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB), Anderson Nascimento destaca que os vírus se espalham, muitas vezes, em razão de falha humana. Isso porque há navegadores que recebem e-mails e, sem verificar a autenticidade da mensagem, clicam em links com informativos de fotos e compras. São e-mails mais conhecidos como spams.
“Os responsáveis exploram a inocência por meio do golpe que causa uma ideia de um contexto real, pois quase sempre tratam a vítima como pessoa próxima. Isso pode ocasionar acessos a códigos maliciosos na máquina”, explica o especialista. “Inclusive há softwares desenvolvidos na Rússia feitos para atacar usuários brasileiros, compilando dados bancários dos navegadores.
Atualizações
Uma das opções para evitar ser vítima é manter o sistema operacional sempre atualizado, pois as empresas procuram falhas e tentam corrigir os erros de segurança”, conclui.
A dona de casa Laura Thais Rocha, 30 anos, também já teve o computador infectado ao assistir vídeos gratuitos que pedem a instalação de programas. Na verdade, a operação do pedido torna a máquina lenta e com difícil resposta aos comandos do usuário da rede. “Os vídeos encheram o computador de vírus e infectaram tudo que tinha no PC. Me lembro de uma vez que aparecia uma mensagem sobre um erro, pedindo a instalação de um programa. Segui todos os passos, mas não consegui chegar até o final do download, pois o vírus já havia se instalado”, lamenta.
Os jogos online também se tornaram uma ameça para o computador da guia de turismo Priscila de Paula. O resultado não foi diferente e os jogos acabaram instalando um vírus no PC que abria diversas outras pastas. “Era como se as informações estivessem sendo coladas, o que deixava o computador muito lento. Agora, tomo a atitude de regularmente atualizar o sistema operacional do computador e o antivírus”, conta.
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