Da Redação
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Diz o ditado popular: quando a esmola é grande, o santo desconfia. Por mais que a polícia alerte sobre a necessidade de duvidar de propostas aparentemente tentadoras, não faltam vítimas para os golpistas. Os criminosos, em busca de pessoas inocentes, encontram também quem, na verdade, só quer se dar bem.
Quando são apresentadas ofertas grandiosas, que supostamente gerariam algum benefício, muita gente pensa: por que não? Para a professora de psicologia da Universidade Católica de Brasília Lívia Borges, na ânsia de ganhar dinheiro fácil, muitas pessoas não percebem que a situação se trata de um golpe.
“Além da ingenuidade, vem a vontade de ganhar alguma coisa. Nunca se deve agir por impulso”, alerta. A professora observa que há ainda aquelas pessoas que não têm conhecimento dos golpes aplicados. Pessoas que têm pouca habilidade com a internet, por exemplo, são presas fáceis.
Psicólogos analisam ainda que, não raro, as vítimas acreditam se tratar do seu esperado dia de sorte. Isso porque alimentam a expectativa de que no fim, tudo dará certo. Portanto, não seria necessariamente uma compulsão pelo dinheiro fácil, mas a esperança de o “grande dia” ter chegado.
Essa ambição, porém, começa por parte do criminoso, como lembra a psicóloga Lívia Borges: “Tratando-se de golpes que envolvem familiares, por exemplo, a vítima se descontrola e põe tudo a perder, permitindo ao criminoso enriquecer e partir para outros casos”, observa.
Números
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), no primeiro semestre de 2012, o Plano Piloto foi a região que liderou a lista de estelionatos, com mais de 2 mil ocorrências – 11,9% a mais que no mesmo período do ano anterior. No total, foram mais de sete mil ocorrências registradas no DF.
De acordo com a Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) da Polícia Civil, entre os golpes mais comuns estão os do falso sequestro, do carro barato e da premiação de programa de TV. Há ainda os criminosos que oferecem empréstimo fácil e roubam o dinheiro.
“Os estelionatários têm a certeza de que esse tipo de crime é fomentado pela ânsia de lucro fácil. Enquanto houver essa facilidade para obter lucro, também há a facilidade para se cair no golpe”, avalia a delegada da Corf, Cláudia Alcantara.
Como explica a delegada, a cada dia podem surgir novos golpes, pois é da natureza humana a ousadia, inclusive para a prática de crimes. Desta forma, as vítimas precisam estar atentas para as propostas e vantagens exageradas do estelionatário, que sempre se mostra como uma pessoa bem vestida, educada e com boa oratória.
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