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Brasília

Cuidado com a conjuntivite!

Arquivo Geral

08/03/2014 7h20

Ela é considerada “prima” da gripe. Também se espalha com facilidade e as formas de contágio são diversas, mas seu foco são os olhos. Estamos falando da conjuntivite. De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, durante o verão são atendidos cerca de 700 pacientes com quadro da doença por mês, somente no setor de emergência do Hospital de Base. Nesta esta época do ano, com altas temperaturas e maior umidade do ar, os microorganismos que transmitem a doença se proliferam com mais facilidade.

Entre os tipos de conjuntivite estão a alérgica, a bacteriana e a viral. As duas últimas são contagiosas e podem ser transmitidas pelo ar, contato com pessoas contaminadas e até pela água de piscinas. 

A viral ainda é a forma mais comum de contaminação e a grande responsável pelos surtos periódicos da doença. E foi justamente essa forma que a estudante de enfermagem Mariana Moura, 24 anos, contraiu na semana passada. “Quando acordei, mal conseguia abrir os olhos, coçavam muito e estavam lacrimejando. Fui ao oftalmologista e segui as indicações. Nesta semana já estou melhor”, diz. 

Formas de contaminação

Um ato simples como coçar os olhos pode causar inchaço e irritação, que são suficientes para se contrair a conjuntivite. “Não sabemos se os ambientes pelos quais passamos foram frequentados por pessoas contaminadas, por isso o risco é eminente. Locais fechados e com aglomeração de pessoas são os principais focos de transmissão”, explica a chefe do pronto socorro de oftalmologia da Unifesp, Elizabeth Nogueira.

Os surtos são provocados pelo vírus ou bactéria que se aloja na membrana da pálpebra inferior, chamada conjuntiva, provocando a inflamação que muitas vezes parece estar sob a pele.

Tratamentos são apenas paliativos

A classe médica alerta: não há tratamento que acelere o processo de recuperação da conjuntivite. O recomendado é fazer compressas com água filtrada ou soro fisiológico, e usar sempre produtos descartáveis, como algodão ou gaze, a cada nova compressa. Panos ou toalhas ficam contaminados e postergam a recuperação. 

A conjuntivite dura, em média, de cinco a sete dias. Em casos mais agressivos, ou por descuido do paciente, pode se estender por até dez dias. O ideal é que os pacientes contaminados pela forma viral sejam afastados do local de trabalho durante esse período, pois o risco de contaminação é alto. Depois do período inicial, o risco de transmissão diminui consideravelmente.

Proibições

O uso de colírio, água boricada, chás e outras receitas caseiras é contraindicado. Ao contrário do que muitos pensam, a maioria dos colírios altera o sistema imunológico e pode retardar a recuperação em vez de ajudar. As demais receitas causam mais irritação e pioram o inchaço. As pessoas que usam lentes de contato e óculos também devem evitá-los após o diagnóstico da doença.

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