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Brasília

Crianças podem mudar comportamento com chegada do caçula, sentindo medo e insegurança

Arquivo Geral

11/11/2012 15h10

Camila Maxi

camila.maxi@jornaldebrasilia.com.br

 

A chegada de um novo membro à família é motivo de alegria para muitos. Porém, em certos casos, a criança mais velha pode encarar essa novidade de forma negativa. As mudanças vão acontecendo, o corpo da mãe mudando de forma. Os preparativos para a chegada do tão esperado bebê cada vez mais presentes. Essas alterações podem gerar desconforto para a criança, que em diversas situações refletem mudanças em seu comportamento. “Quando contei para o Gustavo que estava grávida ele adoeceu. No momento em que comecei a sentir as contrações para o parto ele ficou febril, teve diarreia. Com a chegada do Samuel em casa, ele ficou indiferente. Quer colo o tempo inteiro. O Gustavo quer tudo só para ele, até as coisas do bebê”, conta a dona de casa, Rogerlany Pereira.

 

“Nem todos reagem de forma negativa à chegada do irmão caçula. É natural que possuam certo nível de insegurança. Outros se transformam em crianças mais agressivas, ou pode até mesmo desenvolver um quadro de depressão por certo tempo”, explica a psicóloga infantil Cassiana Andrino.

 

Reação emocional

O ciúme motivado pela chegada do irmão mais novo é natural. Diversas famílias passam por isso. Segundo especialistas, o ciúme  se constitui em uma reação emocional que se caracteriza por um sentimento de inveja e ressentimento generalizado para com a pessoa que se considera como rival. “O ciúme é relacionado à expectativa projetada na criança”, comenta Cassiana. 

 

A psicóloga conta que diversas situações são criadas, embaladas pelo sentimento de perda. Como forma de defesa, a criança passa a colocar os pais em condições, muitas vezes, constrangedoras. Em tentativas de manter e reter o amor dos pais para si, ela acaba desenvolvendo um retrocesso. “Ela passa a falar e se comportar como um bebê. Faz xixi na cama”, diz Cassiana. Exemplo disso é o  Gustavo, que tem três anos, e um irmãozinho de sete meses, Samuel, mas ainda não se adaptou. “Quando o Samuel está acordado ele quer atenção de qualquer jeito. Chora, fica birrento e faz xixi na roupa”, conta Rogerlany.

 

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