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Brasília

Cresce o número de problemas de saúde ligados ao período de seca

Arquivo Geral

10/09/2010 10h27

Enquanto não chegam as primeiras chuvas de setembro, a população do Distrito Federal continua sofrendo as consequências do clima seco. Baixos índices de umidade relativa do ar, concentração de névoa seca, variações bruscas da temperatura, além do grande número de queimadas, acabam sendo responsáveis pela procura por hospitais no DF. Segundo o diretor do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), Alberto Barbosa, neste ano houve um aumento de 30% nos atendimentos hospitalares, ligados a problemas respiratórios. “Os mais prejudicados são as crianças e os idosos, pois eles têm menos mecanismos de proteção. Os adultos sabem se proteger melhor”, disse. 

 

Segundo ele, o atendimento padrão no pronto-socorro da pediatria do Hras é de 150 crianças por dia. No período de estiagem, porém, este número subiu para 200 atendimentos. “Em 2009, tivemos uma queda na procura entre agosto e setembro. Neste ano, já ultrapassamos o mês de setembro e os atendimentos continuam crescendo”, contou o médico.

 

O Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) aponta um aumento de pelo menos 10% nas ocorrências de incêndios florestais em relação ao ano anterior. Em 2009, foram registrados 6,7 mil hectares de queimadas e 1,8 mil focos de incêndio. Já neste ano, foram totalizados 6,2 mil hectares de queimadas e 2,1 focos de incêndio.

 

Para evitar maiores incidentes, a Defesa Civil ressalta medidas preventivas que devem ser adotadas pela população nesse período de estiagem, principalmente quando os índices de umidade relativa do ar ficarem abaixo de 12%. Ingerir no mínimo dois litros de água, evitar exercícios físicos nos horários mais quentes do dia e higienizar as vias aéreas superiores com soro fisiológico, são algumas das recomendações. 

 

Além disso, é necessário evitar fogueiras ou queimadas de resíduos nas proximidades de matas, florestas ou áreas urbanas, e não jogar pontas de cigarro no chão. Segundo o CBMDF, a maior parte dos incêndios é causada por ações humanas.

 

Segundo a Organização Internacional de Proteção Civil, se o nível de umidade ficar abaixo de 12%, o indivíduo deve adotar medidas de autoproteção como:

– Aumentar a ingestão diária de líquidos, independente de apresentar sede ou não. Mínimo de seis copos de água é a quantidade recomendada;

 

– Evitar banhos prolongados com água quente e o uso excessivo de sabonete para não eliminar totalmente a oleosidade natural da pele; 

 

– Pingar duas gotas de soro fisiológico em cada narina pelo menos seis vezes ao dia. O procedimento evita o ressecamento nasal diminuindo a ocorrência de sangramento; 

 

– Evitar ligar aparelhos de ar-condicionado, pois eles retiram ainda mais a umidade do ambiente; 

 

– Colocar toalhas molhadas e bacias com água nos quartos durante todo o dia, isso manterá o ar do ambiente mais úmido; 

 

– Usar roupas adequadas às condições do tempo. No calor, usar roupas leves e, se possível, de algodão; 

 

– Fazer refeições leves, incluindo frutas e verduras sempre que possível; 

 

– Evitar exercícios físicos no período das 10h às 17h. Neste período, a insolação e evaporação atingem seus índices máximos; 

 

– Usar creme hidratante ou óleo vegetal em abundância para evitar o ressecamento da pele; 

 

– Optar pelo uso de sombrinha ou guarda-chuva no período mais quente.

 

Confira algumas orientações a serem seguidas nas escolas durante o período da seca:

– Manter bebedouros, inclusive de emergência (potes e garrafas), em número acima dos já existentes, com boas condições de higiene e qualidade da água;

 

– Perguntar com frequência (a cada 20 minutos) se algum aluno está com vontade de beber água;

 

– Ficar atento aos alunos com ânimo abatido ou queda rápida de rendimento;

 

– Ficar atento aos alunos que apresentarem doenças como diarréia, gripe, tosse, etc;

 

– Manter as salas de aula com a máxima ventilação possível;

 

– Suspender exercícios físicos exaustivos sob o sol ou sob o teto metálico, de cimento ou amianto sem isolamento térmico, ou ainda em locais pouco arejados. Planejar outras atividades afins. Nestes casos, é muito importante possibilitar a administração de água com mais frequência, independentemente da vontade dos alunos;

 

– Recomendar a merenda com alimentos mais úmidos e leves, de fácil digestão;

 

– Criar oportunidade para que as crianças umedeçam as narinas e a face pelo menos uma vez no período;

 

– Promover reuniões com os pais ou responsáveis, se possível com apoio de um médico ou agente de saúde dos organismos locais da Secretaria de Estado de Saúde, orientando-os sobre procedimentos domiciliares para prevenção da desidratação;

 

– Observar e recomendar às crianças que usem vestimentas adequadas à temperatura do dia ou da hora da aula;

 

– Promover atividades educativas com alunos em torno do assunto “desidratação”, destacando a higiene pessoal do ambiente e dos alimentos e dando uma maior atenção aos procedimentos para amenizar os efeitos da baixa umidade do ar;

 

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