Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br
Cada vez mais ousadas, as jovens do Distrito Federal passaram a desempenhar papéis importantes nas gangues em que atuam, cometendo crimes que vão desde a pichação até os homicídios. Em um estudo inédito, pesquisadores mapearam a participação destas meninas, muitas delas ainda na adolescência, entrevistando 73 membros de 13 gangues escolhidas por sua influência nas comunidades.
O levantamento, que consumiu mais de 150 horas de entrevistas, feito entre os anos de 2007 e 2010, revelou que as mulheres podem, igualmente, ter atitudes consideradas pelos colegas de grupo como de coragem e lealdade, embora exista certa resistência e mesmo desconfiança em relação à capacidade feminina de exercer essas funções dentro das gangues.
Coordenado pela pesquisadora da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), Mírian Abramovay, o estudo apontou que, apesar de terem uma presença mais efetiva, algumas mulheres ainda são depreciadas nos grupos, desempenhando funções que, na gíria das ruas, ganham diversas nomenclaturas. Entre elas estão as chamadas “fazedoras de casinha”, que atraem membros das gangues rivais por meio da sedução, facilitando uma emboscada.
Leia mais na edição desta terça-feira (15) do Jornal de Brasília.