Kamila Farias
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Mais de 1,2 milhão de usuários acessaram a internet com dispositivo móvel, no mês de julho, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Hoje, a internet no celular tornou-se um item indispensável, mas as pessoas não se atentam a proteger suas informações contra crackers (criminosos que invadem equipamentos pela web para roubar dados). De acordo com pesquisa realizada pela empresa de tecnologia McAfee, no segundo trimestre de 2012, o número de malwares (programas que roubam dados dos usuários) cresceu quase sete vezes mais na comparação com todo o ano passado, passando de dois mil para quase 14 mil.
De acordo com o diretor de suporte técnico da McAfee na América Latina, José Matias, de 2009 para cá, o mercado de smartphones superou a venda de computadores e notebooks e os atacadores perceberam essa tendência. “As pessoas esquecem que estão levando um computador no bolso, a vulnerabilidade é a mesma, mas deixam os dados expostos. A ameaça tem sido a tendência, por isso as pessoas têm que tomar cuidado e começar a encarar o telefone como computador, têm que promover ações de segurança”, diz.
O auxiliar administrativo Augusto Nicolau, 34 anos, já tem agido assim. Segundo ele, graças à tecnologia, é possível ter várias informações no celular, o que facilita a entrada de crackers. “Uso um programa que restringe as informações por meio de uma senha. Caso eu perca ou roubem meu celular, a pessoa não vai conseguir nem ligar o aparelho se desligar a primeira vez. E se ligar, o programa me manda uma mensagem com o número do chip que ele está usando”, explica. Ele diz também que não larga o sinal de internet sem fio ligado, pois isso deixa o aparelho mais vulnerável.
É o que recomenda o professor de Ciência da Computação e Informação da Universidade de Brasília (UnB) Jorge Henrique Fernandes. Ele afirma que o maior risco que existe atualmente se encontra nos smartphones. “O celular se tornou um companheiro e um espião em potencial. A pessoa dispõe todos os seus dados, fotos, senhas de bancos, que sem segurança, se tornam um prato cheio para o criminoso. Então atitudes simples como senhas já ajudam”, observa.