Há duas semanas, advice homens e mulheres de jalecos e calças brancas e verdes são vistos pelas salas e corredores do prédio que passou meses com as portas fechadas. São os médicos, buy enfermeiros, auxiliares de enfermagem e outros funcionários do Hospital Regional de Santa Maria, que ontem completou 15 dias de funcionamento.
Nessas duas semanas, também cresceu à procura pelo estabelecimento hospitalar, aliviando assim a pressão sobre o Hospital Regional do Gama. Em 15 dias, o ambulatório do novo hospital já atendeu mais de 1.500 pessoas, em sua maioria moradores de Santa Maria.
“O hospital está no caminho certo e nesses 15 dias já venceu um enfrentamento com os interesses políticos de partidos que não estão preocupados com o bem-estar da população da cidade”, alfinetou o secretário de Saúde, Augusto Carvalho.
O superintendente executivo da Real Sociedade Espanhola, Ailton Ribeiro, que administra o hospital por meio de concessão do Governo do DF (GDF), também faz um balanço positivo dos primeiros dias de funcionamento. “Desde a inauguração, o número de consultas diárias tem sido crescente, como esperávamos”, disse Ribeiro. “No primeiro dia, fizemos 140 atendimentos e para hoje (ontem) já estão marcadas 385 consultas.” Em breve, projeta, devem ser feitos, em média, 600 atendimentos/dia.
Meta
Ao todo, o Hospital Regional de Santa Maria já realizou 1.576 atendimentos. A meta é que 15 mil pessoas passem pelo ambulatório do estabelecimento todos os meses. Para acelerar o aumento do número, o hospital vai contratar imediatamente mais 12 médicos de nove especialidades e chamar outros 300 após a realização de concurso ainda este mês.
“A partir de segunda-feira, também estaremos atendendo pacientes do Gama e de Taguatinga”, anunciou o superintendente. Esses dois estabelecimentos passarão a mandar os pacientes mais graves para o novo hospital para acelerar o tratamento. De acordo com Ribeiro, o hospital está preparado para receber pacientes de outras cidades do DF e do Entorno.
O superintendente garantiu que todas as áreas do hospital podem ser abertas ao mesmo tempo, ainda que gradativamente, até atingirem a capacidade prevista de atendimento. “Além de ajustes nos processos de trabalho, a maior dificuldade é a fixação de médicos nos hospitais, principalmente nas cidades”, comentou.
O subsecretário de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde, João Luiz Arantes, concorda: “A competição com a iniciativa privada atrapalha, assim como a distância de alguns hospitais para os bairros centrais, onde os médicos moram.”