
Para o casal Teles, não
há lugar melhor para
se trabalhar e viver
Da Redação
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A atual situação socioeconômica dos moradores do Recanto das Emas virou destaque na Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios de 2013 (PDAD), realizada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Na cidade, 70,86%, possuem residência quitada, enquanto 51,20% têm pelo menos um veículo em casa.
Foi também registrado um ganho na área social com aumento do percentual de moradores com Ensino Superior e na renda domiciliar. O Recanto das Emas possui uma população de 133.527 habitantes. O desenvolvimento na cidade aconteceu no curto espaço de dois anos devido à regularização fundiária e ao crescimento do comércio.
Aproximadamente dois terços das casas contam com serviços de abastecimento de água, de energia elétrica, e esgoto sanitário.
Ocupação
A ocupação predominante da população é o comércio e serviços gerais, prevalecendo os empregados com carteira assinada.
A renda domiciliar, convertida em salários-mínimos, apresentou acréscimo também na renda per capita entre 2011 e 2013. A renda domiciliar da localidade ainda é baixa, de 3,77 salários-mínimos mensais. Pouco mais de 20% dos moradores vivem em domicílios com rendimento acima de cinco salários-mínimos. Mesmo assim, houve um aumento considerável de R$ 1,895, em 2011, para R$ 2,5 neste primeiro mês do ano.
Segundo o presidente da Codeplam, Júlio Miragaya, ao analisar a renda de uma localidade, deve-se também atentar para o fato de que a renda domiciliar é resultado do desempenho da economia no momento em que o dado é coletado. “Trata-se de um grande e rico manancial de informações”, explicou Miragaya.
Vida boa
Morando no Recanto das Emas há cinco anos, o casal Antônio e Lúcia Teles conquistou o sonho da casa própria. O casal buscou na cidade qualidade de vida que não conseguiu onde moravam. “Viemos em busca de sossego e tranquilidade. Nossa quadra é ótima para se morar”, diz Lúcia.
Lúcia conta que no centro da cidade se encontra tudo que uma família necessita com respeito à alimentação, vestuário e serviços bancários. “É muito raro saírmos do Recanto para comprar algo. Acho que a cidade podia ganhar um shopping”, disse.
Pela primeira vez, a questão segurança pública entrou na pesquisa. Os resultados revelam que 14,31% dos moradores declaram já ter sofrido algum tipo de violência; o roubo e furto foram os dois tipos de delito mais observados, com 45,56% e 29,98% respectivamente.
Investimento no negócios
Morador do Recanto há dois anos e meio, João Lobo e Silva Neto, de 26 anos, veio do Rio de Janeiro com boas referências da região para abrir seu empreendimento. Graduado em Engenharia de Telecomunicação, João se associou ao primo para atender aos moradores que não tinham internet em casa. “Quando cheguei, meu primo disse que boa parte das quadras não tinha internet. Fiquei impressionado com a escassez de tecnologia”, lembrou.
A partir desta situação, os primos abriram uma loja que oferece serviços de internet banda larga via rádio. Com sucesso na empreitada, e lucrando em média três salários-mínimos por mês, João conseguiu comprar seu primeiro carro zero-quilômetro. “Avalio minhas conquistas devido a minha formação universitária, e aos cursos de aperfeiçoamento que procurei fazer ao longo do tempo”, explicou. O atual foco dos dois sócios é expandir o oferecimento de atendimento tecnológico aos grandes condomínios que cercam a cidade.