Lotes para a especulação imobiliária. Essa é uma das conclusões da primeira diligência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa sobre o Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico, Integrado e Sustentável (Pró-DF). Em Águas Claras e na Estrutural, uma única família teria conseguido cinco grandes espaços. Segundo a comissão, destes, apenas dois estão em funcionamento.
“Várias empresas foram criadas para a mulher, o marido, as filhas, a sogra. Os terrenos estão em lugares supervalorizados. Alguns estabelecimentos existem só no papel, mostrando que, na verdade, não era para gerar emprego, não era para promover o Distrito Federal. Em vez de fazer girar a economia, a aquisição dos lotes não passou de uma especulação imobiliária. Tanto é que o terreno de Águas Claras foi preparado para o aluguel de quitinetes”, esclarece a presidente da CPI, deputada Eliana Pedrosa (DEM).
A ação foi motivada por uma denúncia da Administração Regional de Águas Claras. Na empresa Cruccioli e Mira Transportes Ltda, na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE), o espaço encontra-se vazio, incluindo as 18 quitinetes. Na loja, apenas algumas peças estão a mostra e os processos de compra, venda e serviços não são realizados no local. “O padrão de construção permitido pelo programa não é esse, dá para ver claramente que eles usaram uma empresa de fachada para fazer imóveis residenciais”, esclareceu a deputada.
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