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Brasília

CPI da CLDF ouve ex-diretor da Abin sobre alertas ao 8/1

Ele já depôs na CPMI em agosto, e na ocasião, contradisse a declaração dada pelo general Gonçalves Dias, do GSI

Camila Bairros

26/10/2023 9h10

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A partir das 10h desta quinta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do DF (CLDF) ouve Saulo Moura da Cunha, ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), nesta fase final de investigação dos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro deste ano em Brasília, quando vândalos invadiram e destruíram prédios da Praça dos Três Poderes.

Saulo era um dos comandantes da Abin no dia dos ataques, mas foi exonerado em março, depois que o presidente Lula (PT) transformou a pasta em um órgão subordinado à Casa Civil.

Ele já depôs na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) em agosto, e na ocasião, contradisse a declaração dada pelo general Gonçalves Dias, que era o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), de que não tinha sido informado sobre os riscos dos confrontos.

No depoimento à CPMI, Saulo disse ainda que atuou “para evidenciar que a Abin cumpriu os seus deveres funcionais e sua missão institucional”. Depois do 8/1, a Abin teria elaborado 10 relatórios de inteligência.

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