A partir das 10h desta quinta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do DF (CLDF) ouve Saulo Moura da Cunha, ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), nesta fase final de investigação dos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro deste ano em Brasília, quando vândalos invadiram e destruíram prédios da Praça dos Três Poderes.
Saulo era um dos comandantes da Abin no dia dos ataques, mas foi exonerado em março, depois que o presidente Lula (PT) transformou a pasta em um órgão subordinado à Casa Civil.
Ele já depôs na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) em agosto, e na ocasião, contradisse a declaração dada pelo general Gonçalves Dias, que era o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), de que não tinha sido informado sobre os riscos dos confrontos.
No depoimento à CPMI, Saulo disse ainda que atuou “para evidenciar que a Abin cumpriu os seus deveres funcionais e sua missão institucional”. Depois do 8/1, a Abin teria elaborado 10 relatórios de inteligência.