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Brasília

Corte de publicidade pode gerar prejuízo ao passageiro

Arquivo Geral

19/03/2013 7h00

Suzano Almeida
Especial para o Jornal de Brasília

A publicidade nos ônibus pode interferir no valor das passagens? Para alguns passageiros e especialistas, sim. Com esta convicção, muita gente acredita que a ideia de restringir a propaganda na traseira dos veículos apenas para o governo pode causar prejuízo aos usuários do transporte público. A edição de ontem do Jornal de Brasília mostrou que um projeto de lei prevê que empresas particulares deixem de anunciar no chamado busdoor.

 

O projeto é de autoria do deputado distrital Dr. Michel (PEN). Atualmente, o GDF paga pelos anúncios nos ônibus das permissionárias do transporte – o que não deveria ocorrer, segundo especialistas.  Com a aprovação da matéria, o governo deixaria de gastar com publicidade e custearia apenas os valores de confecção e afixação.

 

Para o professor de economia e integrante da Escola Nacional de Administração Pública José Luiz Pagnussat, não há razão para a criação de uma lei que proíba a exploração dos espaços. “Quando foi feita a concessão, se definiram critérios para tal exploração. Caso isso ocorra, impactará sobre a arrecadação das empresas e pode, no futuro, influenciar um aumento de tarifas, repassando o problema aos usuários”, explica Pagnussat, que completa: “Faz parte do negócio”.

 

A estudante universitária Ludmyla Nellen, 23 anos, não aprova a proposta. “Esse é um direito das empresas, o governo tem outros meios de fazer sua própria publicidade. E, assim como ele tem direito, as empresas privadas também têm. Isso não resolve os principais problemas do transporte público”, diz.

 

Já para o vigilante Woney Cardoso da Silva, 29 anos, a medida economizaria recursos públicos. “Eu concordo que o governo não deveria pagar, já que se trata de uma concessão. O problema é que ele deveria usar esse dinheiro para outras áreas”, acredita.

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