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Brasília

Corretora de imóveis é suspeita de aplicar golpes com documentos falsos

Arquivo Geral

26/06/2014 7h20

A Polícia Civil  prendeu uma corretora de imóveis suspeita de estelionato. No apartamento dela, na Rua 9 Norte de Águas Claras, teriam sido encontrados diversos documentos falsificados, dinheiro e cartões bancários. Segundo a polícia, a mulher forjava documentos para aplicar golpes.

De acordo com o delgado Jeferson Lisboa, da Coordenação de Repressão aos crimes Contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), Cristiane de Jesus Santos,   38 anos, estava sendo investigada há quase um mês, depois de a polícia receber uma denúncia anônima.

Entre os documentos falsos encontrados no apartamento estão  carteiras de habilitação, documentos de identidade,     contracheques das secretarias de Saúde e de  Ordem Pública e  cartões bancários, além de aproximadamente R$ 2 mil em espécie. 

“Ela pegava dados de pessoas reais e criava documentos falsos a partir disso”, explicou o delegado. Lisboa suspeita que a mulher coletava os dados das vítimas pela internet. “Hoje em dia é muito fácil achar dados pessoais na internet”, observou.

Financiamentos

 Cristiane é  suspeita de aplicar   golpes em Taguatinga, Santa Maria e Ceilândia. Segundo Jeferson Lisboa, a corretora abria diversas contas e fazia  financiamentos. Ela também é suspeita de vender esses documentos   para outras pessoas. “Para   se ter  uma noção, encontramos 14 documentos de identidade com a foto de uma mesma pessoa. Dados diferentes em cada um, mas iriam todos para uma única pessoa, que provavelmente aplicaria os mesmos golpes”, diz.

A semelhança das falsificações com os documentos originais chamou a atenção dos policiais. “Apesar de termos encontrado vários espelhos de identidade em branco, não encontramos nenhum material que comprove como os dados eram inseridos nos documentos. Investigaremos pra saber se ela tinha parceiros” contou o delegado.

Saiba mais

Cristiane estava em liberdade provisória. Após a prisão, na manhã de ontem, a suspeita  foi encaminhada ao presídio.

Se condenada, ela pode pegar de um a cinco anos de reclusão.

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