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Brasília

Coronel acusado de estupro perderá cargo na PMDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investiga o caso, informou que Edilson foi transferido do hospital particular em que estava

Evellyn Luchetta

12/04/2022 21h42

Foto: Reprodução

O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Edilson Martins da Silva, de 47 anos, preso no último sábado (09), e autuado pelo estupro de um rapaz de 21 anos, será exonerado do cargo que ocupa na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O homem é diretor de Apoio Logístico e Finanças, do Departamento de Logística e Finanças, do Comando-Geral da PMDF.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investiga o caso, informou que Edilson foi transferido do hospital particular em que estava, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O homem foi parar lá após alegar mal-estar, surto psicótico e um machucado na cabeça.

O coronel nem sequer chegou a ser encaminhado para o Núcleo de Custódia Policial Militar (NCPM). Isso não foi feito, pois assim que passou no exame de corpo delito do Instituto de Medicina Legal (IML), Edilson alegou as condições físicas.

No documento em que requiriu a internação, o homem afirmou fazer um uso abusivo de drogas e, no episódio de sábado, teria tiro um surto psicótico gerado por perseguição. O coronel ainda afirmou ter depressão e esquizofrenia. Disse que escuta vozes e se sente ameaçado. Devido às alegações, ele foi encaminhado para a UTI em caráter de urgência.

Depois, ele recebeu o direito à liberdade provisória, contanto que use a tornozeleira eletrônica. O aparelho fornece monitoramento por 90 dias.

O jovem envolvido na confusão e suposta vítima do estupro também foi preso, por porte ilegal de arma. Responsável pelos disparos no motel, feitos para que escapasse da situação, ele também foi colocado em liberdade provisória, sob as mesmas condições. Já a exoneração imposta à Edilson está em trâmite administrativo.

Os dois devem se manter em um raio de 500 m de suas residências no período de 22h às 6h. Também não podem chegar perto do Motel Fiesta Brasília, local onde os fatos aconteceram, em Taguatinga, tampouco da distribuidora de bebidas localizada no Posto Shell, na mesma região.

O caso ganhou notoriedade pela sequência de fatos após o chamado recebido pelos agentes. De início, a polícia foi acionada para uma ocorrência de disparos no local, ao chegar lá, no entanto, encontraram uma situação mais complexa.

Relembre o caso

Conforme os depoimentos, o garoto estava voltando de uma conveniência a pé, quando foi abordado pelo coronel e instigado a entrar no carro do mesmo para usar drogas. Ao aceitar e entrar no veículo, ele diz ter sido coagido a fazer sexo com o homem.

Mensagens colhidas pelos policiais no celular do jovem de 21 anos foram importantes para o auto de estupro feito contra Edilson.

A dupla se dirigiu para o motel e lá os dois teriam usado drogas, logo após, o jovem tentou escapar e efetuou os disparos, a polícia chegou em sequência. Ninguém se feriu com os tiros.

A polícia afirma que Edilson confirmou parte da história do rapaz, mas negou o estupro. Segundo ele, os dois se desentenderam e a situação ficou extrema, mas todos os atos sexuais foram consentidos.

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