Segundo pesquisa do Instituto Fecomércio realizada na semana passada, 60,5% dos comerciantes acredita que ocorrerá um aumento nas vendas durante o período. Apenas 24,5% dizem que o faturamento irá cair e 14,9% afirmam que o movimento permanecerá o mesmo. Dentre os empresários otimistas, o aumento esperado nas vendas do comércio é de 34,11%, com destaque para os segmentos de material esportivo, calçados e restaurantes, que estimam alta nas vendas da ordem de 55%, 44,12% e 40,15%, respectivamente. O levantamento ocorreu entre os dias 19 e 21 de maio de 2014.
Na opinião do presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, os visitantes estrangeiros desejam mais do que somente acompanhar os jogos. “Os empresários sempre são otimistas em relação às expectativas de vendas em datas especiais. Com o Mundial não está sendo diferente. Cada turista que visita a cidade leva presentes para si e para os parentes. Eles também querem conhecer a nossa cultura e aproveitar a culinária típica local. É importante atender bem esses visitantes para que eles fiquem satisfeitos e retornem a nossa cidade. Isso fará o comércio crescer cada vez mais”, destaca Adelmir.
Para dar conta da demanda, 44,4% dos entrevistados dizem que devem ampliar seus estoques. Os segmentos de material esportivo, vestuário e restaurantes aumentarão seus estoques em valores superiores a 50%. Já 47,5% dos empresários disseram que vão manter o mesmo estoque e 8% dos entrevistados manterão suas reservas abaixo do praticado nesse período.
Entre os empresários entrevistados, 82,8% farão algo atrativo para o período, sendo que 42,5% farão mudanças na vitrine e 24,9% investirão em propagandas. De acordo com os comerciantes, os produtos mais vendidos durante o Mundial serão: camisetas da Copa (15,9%); camisa oficial da seleção (10,4%); tênis/sapatilhas/sapatos (10%); bebidas alcoólicas e televisão, ambas com 8,3%; bermudas/shorts (6,9%) e maquiagem nas cores do Brasil (4,5%). Apesar disso, apenas 6,9% das empresas entrevistadas realizarão contratações temporárias com foco na Copa do Mundo. O gasto médio dos turistas com presentes foi estimado em R$ 111,19, sendo que o cartão de crédito deve corresponder a 88,1% das formas de pagamento.
Hotelaria
A maioria dos empresários entrevistados (82,8%) espera aumento na ocupação de seus empreendimentos hoteleiros, sendo que 55,2% dos hotéis realizaram investimento específico para a Copa do Mundo. Desses, 66,7% fizeram reforma nos quartos e 14,3% investiram na área de lazer. O preço médio das diárias, durante a Copa do Mundo, deverá ser de R$ 463,79. E 44,8% dos hotéis entrevistados já aceitam moedas estrangeiras, principalmente dólar americano. A expectativa é de que os hóspedes permaneçam nos estabelecimentos por pelo menos dois dias.
Locadoras de veículos
A maioria dos empresários entrevistados nessa categoria (70%) acredita que haverá crescimento na locação de veículos no período. Os entrevistados acreditam que a maioria dos clientes na época da Copa do Mundo serão brasileiros (87%), enquanto os estrangeiros representarão apenas 13% da clientela. A pesquisa revela ainda que 30% dos entrevistados declaram que seus funcionários tiveram algum tipo de preparação específica para a época, referentes a idiomas estrangeiros, e 70% disseram que seus colaboradores não receberam qualquer treinamento/orientação para o mundial. O preço médio da diária para locação de veículos durante o Mundial deverá ser de R$ 165. Neste caso, os empresários aceitarão apenas moeda local.