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Brasília

Contratos milionários seriam geridos por funcionários apadrinhados do GDF para facilitar fraude

Arquivo Geral

12/01/2011 7h29

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Auditorias conduzidas pela Secretaria de Transparência identificaram uma prática criminosa para desviar recursos dos cofres públicos do Governo do Distrito Federal. Funcionários administrativos que possuíam cargos em comissão em diferentes órgãos eram usados como laranjas para fraudar processos licitatórios. A prática foi confirmada, ontem, pelo secretário de Transparência, Carlos Higino de Alencar.

 

De acordo com o chefe da pasta, foram identificados vários problemas na execução de contratos do GDF. “Não havia grandes situações de controle. Tivemos notícias de vários contratos em que os responsáveis por atestar faturas milionárias eram servidores administrativos com cargo em comissão, que ganhavam menos do que R$ 1,5 mil”, afirmou Alencar.

 

O pente fino passado nos processos licitatórios concluiu que existe uma grande fragilidade na tramitação. “Encontramos irregularidades em dezenas de contratos. Não temos restrição a funcionários que não possuem cargos efetivos. O problema é que em questões estratégicas é óbvio que o funcionário de cargo em comissão é mais vulnerável, pois ele pode ser exonerado sem motivação alguma. Enquanto o funcionário que possui cargo efetivo, mesmo que tenha comissão, tem um medo maior  de perder sua aposentadoria, sua carreira”, explicou o secretário.

 

 

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (12) do Jornal de Brasília

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