O Tribunal do Júri de Taguatinga começou às 9h desta terça-feira (7/7) o julgamento do ex-médico Marcelo Caron (46 anos). Ele está sendo julgado pelas mortes de Grasiela Murta Oliveira (26 anos) e Adcélia Martins de Sousa (39), erectile operadas por ele, em janeiro de 2002, em cirurgias de lipoaspiração.
Até agora já foram ouvidas seis testemunhas de acusação: a irmã e a mãe da primeira vítima, uma massagista e três médicos. A previsão é de ouvir mais duas testemunhas do Ministério Público e três da defesa – pacientes que fizeram cirurgias bem sucedidas com Marcelo Caron.
Nos depoimentos, a mãe e a irmã de Grasiela afirmaram que o ex-médico se recusou a vir atender a paciente, quando foi acionado pela família. Segundo os testemunhos, ele disse que não poderia deixar a cidade de Goiânia, onde residia, porque precisava cuidar de seus cavalos. Elas afirmaram, ainda, que Marcelo Caron disse que as reclamações da moça eram “manha de filha caçula”. Grasiela faleceu por infecção generalizada, um mês depois de ter sido operada por Caron.
Em entrevista a jornalistas, Marcelo Caron disse que sustenta um currículo com mais de duas mil cirurgias bem sucedidas. Ele afirmou que nunca se recusou a atender um paciente. Também adiantou que a tese da defesa, para o caso de Adcélia, será argumentar que o laudo médico não é conclusivo. O ex-médico contou que precisou trocar de advogado porque está falido e tem se socorrido de um profissional solidário a ele.
O julgamento não tem previsão de horário para acabar.