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Brasília

Continua à tarde o julgamento do bombeiro acusado de matar namorada

Arquivo Geral

15/09/2009 0h00

Começou às 10h desta terça-feira (15), o julgamento do cabo do Corpo de Bombeiros Militar Antonio Glauber Evaristo Melo. Ele é acusado de matar com um tiro na cabeça Josiene de Azevedo de Carvalho, com quem mantinha relacionamento amoroso por cerca de quatro anos. O crime aconteceu em junho de 2008. O julgamento está interrompido para almoço e deve retornar por volta das 14h.


Até agora, já foram ouvidas seis testemunhas e o réu. Em seu depoimento, Antonio Glauber disse que o tiro foi acidental. Ele contou que se lembrou dos detalhes do fato, após meses de tratamento psiquiátrico. Em sua versão, ele e Josiene conversavam no carro, quando o réu pegou sua arma, engatilhou e disse a ela que se mataria se o namoro entre eles acabasse. Ela teria lhe dito que se matasse e ele respondido que a mataria antes e, na seqüência, apontado a arma para a cabeça de Josiene, que se assustou e bateu no revólver com o cotovelo, acionando o disparo.”Nunca pensei em tirar a vida de uma pessoa”, garantiu o réu.


Das testemunhas ouvidas, duas amigas de Josiene confirmaram que o casal mantinha uma relação conturbada, com inúmeros episódios de términos e voltas. Elas afirmaram que a vítima retomava o namoro por pena do acusado, que sempre ameaçava se matar. Também afirmaram que ela nunca denunciou as ameaças que recebia porque tinha receio de prejudicar Antonio Glauber no trabalho. Ambas confirmaram que o acusado enviou um e-mail a Josiane em que aparecia abraçado com uma foto dos dois filhos dela (de 9 e 4 anos, à época dos fatos) e com um revólver apontado para a própria cabeça.


Já a única testemunha exclusiva de defesa, ex-mulher de Antonio Glauber, afirmou em plenário que nunca foi ameaçada ou agredida por ele, durante os sete anos em que viveram juntos. Ela classificou o réu como um pai maravilhoso e contou que ele cuidava dos filhos de Josiane como se fosse o pai biológico das crianças. Também contou que foi ela quem o aconselhou a se apresentar à delegacia. Antonio Glauber entregou o corpo de Josiane à autoridade policial da 3ª Delegacia de Polícia, onde foi autuado em flagrante.


A expectativa é de que o júri termine ainda hoje. À tarde acontecem os debates entre acusação e defesa. Na seqüência, o Conselho de Sentença deverá votar os quesitos e decidir se o acusado será condenado ou absolvido.


A sessão de julgamento está sendo presidida pelo juiz Fábio Francisco Esteves. A defesa do acusado é do advogado Noberto Soares Neto. O representante do Ministério Público José Pimentel Neto está sendo assistido na acusação pelo advogado da família, Marcelo Barbosa Coelho.

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