
Na Páscoa, o consumo de chocolate cresce significativamente, principalmente entre os habitantes de Brasília, os maiores consumidores de chocolate do Brasil, segundo o estudo Target Group Index, do Ibope Media. Segundo o estudo, 73% dos consumidores da capital federal declararam ter comido o produto nos últimos sete dias.
Para a nutricionista Juliana Rolim, do Centro de Nutrição Clínica do Hospital Universitário de Brasília (HUB), levando-se em consideração algumas precauções importantes, esse hábito pode trazer benefícios à saúde.
Consumo moderado
Segundo ela, o chocolate apresenta benefícios à saúde, quando consumido moderadamente. “Ele libera serotonina e endorfina, hormônios ligados ao bem-estar. Entretanto, ele tem uma variedade grande de substâncias em sua composição com teor alto de gordura saturada (não saudável) e açúcar. Assim, é importante optar por aqueles que possuem 70% ou mais de cacau e os amargos”, afirma a nutricionista.
A engenheira Tatiana Lebeis, de 37 anos, diz que geralmente compra chocolate em lojas de boa qualidade. “Durante a semana, não deixo que meus filhos comam chocolate, apenas no final de semana, e mesmo assim não deixo que eles exagerem. Limito o consumo. Assim como o meu e do meu marido também”, afirmou.
A nutricionista Juliana Rolim explica porque a escolha de chocolates com maior quantidade de cacau apresenta benefícios à saúde do consumidor. Segundo ela, o cacau é antioxidante (evita a morte das células), e contém flavonóides (pigmento de proteção contra oxidantes), e assim traz benefícios para o controle do colesterol ruim, limpeza do organismo e é bom para pele.
O branco
Ela relembra que é preciso ficar atento, pois nem todos os chocolates apresentam substâncias positivas à saúde. “O chocolate branco, feito com a manteiga de cacau, não tem poder antioxidante e, por isso, nenhum benefício. O chocolate ao leite tem menos gordura e maior quantidade de cacau”, informa Rolim.
No diet ocorre a troca de açúcar por adoçante. Como essa troca altera a textura do produto, é preciso aumentar a quantidade de gordura para manter a textura habitual. “Com isso, o valor calórico aumenta dependendo da quantidade de gordura adicionada”, explica Juliana.