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Brasília

Consórcio promete grandes inovações no Aeroporto JK

Arquivo Geral

29/11/2012 8h45

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

A partir deste sábado, a gestão do Aeroporto JK inicia o processo de transição de 90 dias para passar das mãos da Infraero para o consórcio Inframérica. Na promessa do grupo ganhador da concessão, os passageiros verão novidades imediatamente. Algumas na tela do celular, pois um aplicativo de informações para smartphones será disponibilizado para os usuários. Ao lado da comunicação celular, a nova gestão pretende lançar uma bateria de canais de comunicação novos para os passageiros. Pesquisas apontam que 50% dos usuários do aeroporto   possuem smartphones. 

 

Algumas obras pontuais também serão entregues, a exemplo do novo banheiro e 278 vagas de estacionamento pagas que estarão à disposição dos usuários. Não há previsão a curto prazo de aumento das tarifas cobradas. Estas obras estão por conta da Infraero, que apesar da concessão continua com 49% das ações do aeroporto. A previsão é que, ao final dos 18 meses de reformas a cargo da concessão, o número de vagas passe de 1.034 para cerca de três mil.

 

Velocidade

Para atender aos pré-requisitos estabelecidos pelo Governo Federal para a Copa do Mundo de 2014, o Inframérica vai apostar em obras com tecnologia pré-moldada para ter velocidade e não sofrer atrasos expressivos com os períodos chuvosos. Um dos módulos operacionais provisórios (MOPs) do aeroporto já foi praticamente demolido para a construção de novos gates definitivos de embarque e desembarque.

 

Por esse motivo, o fluxo de passageiros foi transferido temporariamente para a ala conhecida como “satélite”, em outro MOP. O local teve uma ampliação de 800 metros quadrados para 1,2 mil metros quadrados e a capacidade de usuários  ampliada de 660 passageiros por hora para 912. Segundo o consórcio, a obra é temporária, visto que o segundo MOP também será substituído por uma nova estrutura fixa.

 

Para o vice-presidente do consórcio, Antônio Droghetti, é possível atender as demandas do Governo Federal  evitando as punições contratuais e ampliando o conforto dos passageiros. “Brasília já é o melhor aeroporto do Brasil e o segundo melhor da América Latina”, afirmou. Até 2014, serão investidos R$ 750 milhões. E dentro da concessão de 25 anos, serão aplicados R$ 2,85 bilhões. Para este fim de ano, cuja a previsão de aumento de fluxo é de pelo menos 8%, o consórcio já definiu um plano de ação.

 

Segurança e comércio

Dentro das estratégias para atender a demanda de passageiros, além de absorver grande parte dos antigos funcionários da Infraero, foram contratadas 201 pessoas. O superintendente do aeroporto, Antônio Erivaldo Sales, comentou que medidas para a melhoria da segurança estão em curso, a exemplo de projetos com as polícias Federal e Militar, Anvisa e Receita Federal. “Tinhamos 277 câmeras. Agora temos 1.027, inclusive nas pistas das areonaves”, enfatizou.

 

Passageiros tem estranhado o número de lojas fechadas. Sobre isso, Sales contou que estas lojas estão sub judice, em função do processo de troca de gestão. O superintendente espera que grande parte dos casos tenha sido resolvida até janeiro de 2013. Comenta-se que o consórcio pretende fazer um relevante investimento em comércio.

 
Informação pelo celular
Sempre com o celular na mão, o servidor público Acauã Leotta, 25 anos, busca informações e diversão por meio do eletrônico a todo momento. O hábito já lhe rendeu broncas de amigos e familiares, mas ele pouco se importa. Para ele, a notícia do novo aplicativo do aeroporto foi ótima. A própria Infraero já oferece um dispositivo semelhante, mas ter um focado no aeroporto de Brasília é a novidade.
 
“Uso o celular o tempo todo. Meus amigos me odeiam por isso (risos). Mas acho muito útil e um pouco viciante. Esse novo aplicativo é útil para poupar tempo”, comentou o servidor. Na correria do dia a dia, Acauã já perdeu voos. E como viaja pelo menos uma vez por mês, considera a novo aplicativo uma ferramenta apropriada para não passar por novos desconfortos.
 
O servidor considera necessária a melhoria do aeroporto de Brasília, pois a unidade tem vocação para ser um grande ponto de conexão nacional. Mas ao olhar o andar das obras, ele não considera que o consórcio conseguirá atender as demandas do Governo Federal. “Acho que tempo não vai ser suficiente”.
 
Para a servidora pública Cintia Rejane Sousa Araújo, 46 anos, nas condições atuais é impossível receber a massa de visitantes para os grandes eventos esportivos. Nas palavras da servidora, há muito atraso no embarque e desembarque. O tempo de espera nas esteiras pela bagagem, para ela, vai além dos limites desejados.   
 

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